segunda-feira, 17 de setembro de 2012

ESTUDOS BETESDA / ECLESIOLOGIA


ECLESIOLOGIA

PARTE 6

“Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.”  I Pe 5.2,3

            A cada dia que passa, vemos erros terríveis sendo cometido contra a Igreja do Senhor, alguns a consideram apenas tijolo e cimento, outros falam mal dela e se esquecem com a “noiva” de quem estão mexendo.  Precisamos urgentemente conhecer melhor o que vem a ser Igreja, porque somos ela e na parousia será buscado nela as vestes nupciais apropriadas.  Acorde Igreja!  Para a sua importância e o seu valor diante de Deus e deste mundo!

            Neste capítulo estaremos estudando sobre as formas de disciplina na Igreja Batista e sua maneira de arrecadar recursos financeiros.

É REALMENTE NECESSÁRIA A DISCIPLINA NA IGREJA?
Sim.  Ela não deve servir como um meio de manipulação ou dominação da vida de suas ovelhas, mas de auxílio para o crescimento de seus membros.  Assim como um filho que cresce sem disciplina, fazendo o que vier a sua cabeça, torna-se um adulto mimado e imaturo, uma Igreja que não encontra em sua liderança amor para disciplinar, chegará ao mesmo fim.  

QUEM PODE SER DISCIPLINADO DENTRO DE UMA IGREJA?
Todos são passivos de cometer erros e da mesma forma devem ser disciplinado por uma liderança madura e amorosa.  Temos visto que na grande maioria dos casos, somente os membros são passivos de serem disciplinados, com isso muitos líderes tem causado terríveis danos a Igreja com suas atitudes, sem ter alguém que possa confrontá-lo com seus pecados.

ONDE ENCONTRAMOS NA BÍBLIA A DISCIPLINA?
Em diversas partes vemos Deus disciplinando, vejamos alguns textos:

ü  Adão – Gen 3

ü  Caim – Gen 4

ü  Davi – II Sam 12

ü  Jó – Jó 38

ü  Fariseus – Mt 12.22-30

ü  Pedro – Mt 16.23

ü  Igreja de Corinto – I Cor 3,5

O QUE SIGNIFICA DISCIPLINAR?
Amar.  A Bíblia vai dizer que Deus corrige a quem ama! (Hb 12.5-13)

COMO A BÍBLIA ME ORIENTE A FAZER A DISCIPLINA?
Precisamos entender que a nossa regra de fé e prática é a Bíblia e não o que eu penso ou o que eu acho.  Isso significa que contrariar o gosto de uma liderança não significa, necessariamente, que a pessoa se tornou passivo de disciplina.  Vemos que em muitas igrejas a disciplina ocorre exatamente porque o gosto de alguém foi contrariado e não necessariamente a Bíblia. (II Tm 3.16)

A Igreja não pode, em nome da disciplina, tornar-se uma agência de investigação particular ou um caça fantasmas.  Não podemos ser um lugar onde a liderança fica o tempo todo procurando pessoas para crucificar, e tudo em nome de Deus.  A disciplina deve existir para trazer restauração e vida!

Nosso texto básico é Mateus 18.15-35, onde encontramos alguns passos que precisamos seguir para que a disciplina traga restauração.

  1. “Ora se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão;” v.15 – O texto é bem claro e nos oriente a procurarmos o irmão que estiver em pecado e confrontá-lo com a necessidade de arrependimento e mudança de vida.  Um irmão e amigo deve ser sincero e educado no confronto, não pode omitir-se a essa responsabilidade.  O que ocorre é que muitas vezes transfere-se essa responsabilidade para a liderança da igreja ou fica-se comentando nos “bastidores”.  Caso este irmão não ouça a correção, o texto bíblico nos dá outro passo a seguir, vejamos.
  2. “Mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada”  v.16 – Quantas vezes você já viu isto acontecer em uma igreja?  Raramente vemos as pessoas interessadas em resolver problemas que envolvem a vida de outros irmãos, ainda mais seguindo a recomendação bíblica.  Precisamos nos envolver na disciplina da igreja, pois esta irá trazer restauração e amadurecimento para os envolvidos.  Se este irmão persistir no pecado, precisamos dar o seguinte passo.
  3. “E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.” V.17 – A última etapa de uma disciplina bíblica é a assembléia da igreja.  Caso todos os recursos se esgotem e o irmão não apresentar arrependimento, a igreja deverá deliberar sobre o caso, e se ainda persistir ele deverá ser excluído da igreja, pois esta é a recomendação de Jesus.

DISCIPLINAR É?

ü  Amar;

ü  Restaurar;

ü  Orientar;

ü  Educar;

ü  Gerar amadurecimento.

QUAIS SÃO AS FORMAS DE DISCIPLINA NA IGREJA?

  1. Normativa – Esse tipo de disciplina tem como finalidade formar o caráter cristão nos membros da Igreja.  É também chamada de disciplina geral, pois aplica-se a todos os membros da Igreja através de exortações.  Foi recomendada pelo apóstolo Paulo. (I Tm 6.11-13; II Tm 3.14-17; 4.1-2).
  2. Corretiva – Esse tipo de disciplina é mais particular; é feito não de púlpito ou em público, mas geralmente nos aconselhamentos individuais, e visa corrigir um procedimento errado por parte de um ou mais membros (Tg 5.19,20).
  3. Cirúrgica – Esse tipo de disciplina é extremo e deve ser exercido somente quando todos os outros recursos disciplinares forem esgotados.  Mesmo assim a pessoa disciplinada não deve ser tratada como inimiga (I Cor 5.5; II Ts 3.14-15; I Tm 1.20).

QUAIS AS DUAS FORMAS BÍBLICAS DE SUSTENTO QUE A IGREJA DISPÕE?
O dízimo e as ofertas alçadas (especiais).

O QUE SÃO AS OFERTAS?
São contribuições financeiras feitas voluntariamente pelos fiéis da Igreja e que visam a manutenção e sustento de toda a obra a qual ela se destina a fazer.  Não possui valor estipulado, deve ser totalmente voluntária e deve ser fruto do relacionamento do membro com Deus.  Encontramos diversos textos que vão mostrar o povo levantando ofertas:

ü  I Cr 29

ü  II Sm 24.24

ü  Mt 5.23

ü  Mc 12.41-44

 

O QUE É O DÍZIMO?
Significa a décima parte (Dicionário Aurélio). 

O dízimo foi instituído por Deus.  O povo de Israel possuía 12 tribos; 11 tribos receberam  herança, mas uma tribo não.  Esta tribo, a tribo de Levi, tribo de sacerdotes e levitas, teria que ser sustentada pelas outras tribos através do dízimo.  Porque a tribo de Levi tinha por obrigação cuidar da casa de Deus e das coisas de Deus.  Eles não podiam criar gados, plantar e etc.  Os dízimos são utilizados para a manutenção da Igreja e o sustento dos obreiros envolvidos nas atividades dela.

“Porque os dízimos dos Filhos de Israel que oferecem ao Senhor em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio das tribos de Israel nenhuma herança herdarão.”

Números 18:24

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE O DÍZIMO?

ü  Lv 27.30

ü  Dt 14.22-29

ü  Ml 3.10

ü  Mt 23.23

ü  II Cor 9.7

            Vivemos dias onde a manipulação e a exploração de fiéis tem sido algo muito comum nos meios religiosos, constantemente somos questionados sobre a arrecadação financeira que é feita nas nossas igrejas.  Temos visto muitos líderes enriquecendo das contribuições financeiras, vivendo um verdadeiro comércio da fé.  Vende-se um terreno no céu a preço elevadíssimo.  Mas não é porque alguns fazem mal uso de um princípio bíblico que nós vamos deixar de falar ou falar com certo constrangimento do assunto, mas devemos ensinar, demonstrar honestidade e transparência no manuseio desses recursos que são levantados para o sustento da obra do Senhor.
Pr Fulvio Santos

A JESUS CRISTO SEJA TODA HONRA E GLÓRIA
 

ANIVERSÁRIO DO PR FULVIO


































ESTUDOS BETESDA / ECLESIOLOGIA

ECLESIOLOGIA


PARTE 5

“À universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” Hb 12.23

Dando prosseguimento ao estudo que visa nos fazer compreender melhor a doutrina da igreja e consequentemente nos preparar para o concílio de organização de nossa congregação em igreja, estaremos falando neste estudo sobre a Ceia do Senhor.

O QUE É CEIA?
É um memorial, onde relembramos a morte e a ressurreição de Cristo até que Ele volte. É a segunda ordenança de Cristo (I Cor 11.23-26)

QUAIS SÃO OS DOIS ELEMENTOS DA CEIA E O QUE REPRESENTAM?
Pão (corpo de Cristo) e o vinho (sangue de Cristo). Como estes elementos não possuem qualidades em si mesmo, mas sim representam o Corpo e Sangue de Cristo, em algumas regiões onde o pão/vinho não são elementos comuns na cultura, tem se usado outros alimentos que também possam ser usados, como a mandioca e o caldo de cana. Em uma igreja batista no subúrbio do RJ, o pastor junto ao pão e o vinho, tem colocado pedaços de limão e de rapadura.

EM MEMÓRIA DE QUEM DEVEMOS PARTICIPAR DA CEIA?
De Jesus Cristo. Isto significa trazer a memória todo o sacrifício de Cristo e anunciar a sua volta.

O QUE JESUS ESTABELECEU COM O HOMEM AO DERRAMAR O SEU SANGUE?
Uma nova aliança. (Mt 26.28). Não mais a antiga aliança que era através do derramamento do sangue de animais, mas pelo derramar do sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

QUEM PODE PARTICIPAR DA CEIA?
Somente o que crê em Jesus Cristo como Senhor e Salvador, foi batizado e está em plena comunhão com a sua Igreja.

O QUE A BÍBLIA RECOMENDA ANTES DE PARTICIPAR DA CEIA?
1) Ao participar da Ceia, faça um exame pessoal – Salmos 139:23-24;

2) Neste exame pessoal, se você perceber que há pecados em sua vida, peça perdão a Deus - I João 1:9;

3) Coloque a sua vida diante de Deus - Romanos 12:1 – Salmo 116:12;

4) Se você está de relações cortadas com um irmão, vá se reconciliar com ele - Mateus 5:23-24.

QUANTAS FORMAS DE CEIA EXISTEM E QUAL O SIGNIFICADO DE CADA UMA DELAS?
Quatro são as formas de Ceia: a restrita, a ultra-restrita, a livre e a ultra-livre.

Ceia restrita – É a que é ministrada para membros batizados numa Igreja Batista, da mesma fé e ordem, e que estejam em plena comunhão com a mesma.

Ceia ultra-restrita – É a que é ministrada somente para membros de uma Igreja Batista local, desde que tenham passado pelo batismo.

Ceia livre – É aquela que é ministrada para todos os crentes batizados em qualquer Igreja evangélica. Esta é a nossa forma de ministrar a Ceia do Senhor, por dois motivos:

o O Reino de Deus vai além das fronteiras batistas, portanto temos muitos irmãos que não pertencem a nossa denominação.

o Se a pessoa come indevidamente, ela come para sua própria condenação.

o Não creio que nas Bodas do Cordeiro, somente terão crentes batistas presentes.

Ceia ultra-livre – É aquela que é ministrada para qualquer pessoa, seja crente ou não, independente de pertencer ou não a alguma Igreja Evangélica. Presente em reuniões ecumênicas.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DOUTRINAS A RESPEITO DA CEIA?
Transubstanciação – É a doutrina que ensina que no ato da celebração da Ceia (sacramento da eucaristia), acontece a transformação do pão e do vinho, na substância do corpo e sangue de Jesus Cristo. A Igreja Católica é a defensora desta doutrina, por isso o elemento que representa o corpo não pode ser mordido, mas colocado na boca e espera-se que este dissolva.

Consubstanciação – É a doutrina que ensina que a presença real de Cristo se dá quando a Ceia (sacramento da eucaristia) é ministrada, concedendo bênçãos especiais aos que participam. Esta doutrina é seguida principalmente pela Igreja Assembléia de Deus, que tem a prática de usar este momento para abençoar ou punir seus membros. Abençoar, levando os elementos até o leito do membro que não pode comparecer ao templo. Punir, proibindo o membro que esteja em disciplina de participar da comunhão.

Não existe nenhuma base bíblica para essas formas de se realizar a Ceia.

Memorial – É a doutrina que ensina que o Ceia do Senhor é um momento de se relembrar o sacrifício de Cristo na cruz e o anúncio que Ele voltará. Esta é a doutrina ensinada por Jesus (Mt 26.20-29) e também por Paulo (I Cor 11.17-34).

DEVE A CEIA SER LEVADA A CRENTES ENFERMOS EM CASA?
Não. Paulo ensina que a Ceia do Senhor deve ser ministrada da seguinte maneira: “...porquanto vos ajuntais, não para melhor, senão para pior” I Cor 11.17); o que dá a idéia de figura congregacional e não individual.

A CEIA DO SENHOR É SANTA?
Sim. Não somente a Ceia, mas tudo quanto é separado para o Senhor.

QUEM INSTITUIU A CEIA E QUANDO A INSTITUIU?
O Senhor Jesus, na noite em que foi traído (Mt 26.17-30; I Cor 11.23)

Pr Fulvio Santos

A JESUS CRISTO SEJA TODA HONRA E GLÓRIA

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PARTE 4

“E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” Cl 1.18

No estudo passado, vimos às questões relativas ao pastor, seu significado, suas funções, qualificações e como a igreja pode ser benção na vida dele. Já neste estudo estaremos entrando em um assunto que faz uma distinção grande entre a nossa doutrina e a das demais igrejas evangélicas. Na história da igreja batista, existe o registro de muita perseguição e luta, exatamente por ela se manter firme em algumas dessas doutrinas que iremos estudar. Portanto é de extrema necessidade sabermos responder o que cremos e porque cremos! Não podemos ser o tipo de crente e igreja que aceita tudo e não sabe apresentar uma resposta bíblica sobre nossa fé. Como dizia John Stott: “Crer é também pensar!”.

QUAL DEVE SER A RELAÇÃO ENTRE IGREJA E O ESTADO?
De completa e absoluta separação, embora creiam os batistas que o crente é cidadão de duas pátrias enquanto no mundo: a pátria temporal ou seu País de nascença, e a pátria celestial, da qual somos embaixadores (Fp 3.20; Mt 22.21). Isto significa que devemos cumprir com todas as nossas obrigações como cidadão brasileiro, e ainda mais, ser exemplo em todas elas. Devemos inclusive orar pelos nossos governantes e trabalhar pelo bem do Estado.

A Igreja uniu-se ao Estado a partir de Constantino, e ainda hoje vemos as consequências dessa desastrosa união. A Inglaterra também é um exemplo de união entre Igreja e Estado (Anglicanismo) e como está união pode matar a fé cristã. Portanto nós somos historicamente contra qualquer tipo de aliança política ou recebimento de benefícios em detrimento de outro grupo de fé diferente do nosso. O Estado existe para o bem comum de seus cidadãos, independente de raça, cor ou religião.

QUAIS SÃO AS ORDENANÇAS DE UMA IGREJA BATISTA?
O Batismo e a Ceia do Senhor.

O QUE É BATISMO?
A palavra batismo quer dizer “imersão”; portanto, imersão nas águas, que simboliza morte e sepultamento em Cristo. Ao emergir (voltar das águas), essa emersão simboliza a ressurreição do crente em Cristo, para viver em novidade de vida (Rm 6.3,4). Alguns grupos evangélicos batizam por aspersão (jogar um pouco de água sobre a cabeça), mas não é este o significa da palavra batismo e nem encontramos nas escrituras alguém que foi batizado sendo jogado um pouco de água na sua cabeça. (Mt 3.16; At 8.38,39)

Esta doutrina custou um preço altíssimo para os batistas ao longo da história, pois houve muita perseguição e morte dos fiéis batistas por não batizarem crianças e batizarem por imersão. Conta-se que famílias batistas eram amarradas todas juntas a pedras grandes e jogadas em lagos para morrerem imersas nas águas, tudo isto por não negar a sua fé na Palavra.

QUEM DEVE SER BATIZADO?
Somente aquele que tendo aceitado a Cristo como Senhor e Salvador cumpre o que determina a Palavra de Deus em II Cor 5.17. Após a sua conversão, o novo crente é discipulado, levado a dar profissão e fé e posteriormente conduzido ao batismo.

POR QUE NÃO BATIZAMOS CRIANÇA?
Porque a Bíblia nos diz que para ser batizado é necessário o arrependimento de meus pecados e o recebimento, por fé, de Jesus Cristo como meu Salvador e Senhor (At 2.41; At 3.19, At 8.36, 37), uma criança não possui entendimento suficiente para tomar tal decisão.

POR QUE O BATISMO É UMA ORDENANÇA?
Porque é uma ordem dada por Jesus (Mt 3.5, 6, 13, 17).

O BATISMO SALVA?
Não. Só Jesus Cristo pode por Graça e mediante a fé salvar o homem perdido (Ef 2.8, 9). O pecador que se encontrou com Jesus na cruz, foi salvo sem ser batizado (Lc 23.39-43).

SE O BATISMO NÃO SALVA, PARA QUE SER BATIZADO?
Porque é uma ordem de Cristo, e como tal precisa ser cumprida (Mt 28.19).

QUANTAS FORMAS DE BATISMO EXISTEM?
Apenas uma, embora alguns grupos (católicos, presbiterianos e episcopais) pratiquem o batismo por aspersão (água sobre a cabeça).

QUAIS AS EXIGÊNCIAS PARA QUE ALGUÉM SEJA BATIZADO?
Reconhecer que é pecador; crer que somente Jesus Cristo pode salvá-lo; aceita-Lo como Salvador; Obedecê-Lo como Senhor.

QUAIS SÃO AS FORMAS DE ENTRADA EM UMA IGREJA BATISTA?
Batismo – Forma natural de alguém que foi convertido ao Evangelho; a pessoa é discipulada, levada a dar profissão de sua nova fé e posteriormente imersa nas águas. O Batismo pode dar-se em um batistério (grande recipiente que comporta água suficiente para imergir o novo fiel), na piscina, na cachoeira, no açude e até mesmo em um buraco cavado no chão e cheio de água (pr Sergio – África).

Carta de Transferência – Forma como as igrejas batistas se comunicam, toda vez que alguém deseja ingressar em nossa igreja, vindo de outra igreja, é enviada uma carta para a igreja de origem, solicitando a formalização da transferência do novo membro. Esta igreja de origem responde a carta com outra carta, onde ratifica a transferência. Isto pode parecer formalidade de mais, mas é uma maneira de melhor se organizar e receber informações daquela pessoa que deseja ser membro de sua igreja.

Reconciliação – Ocorre quando a pessoa passou por um processo de exclusão da lista de membros de uma igreja batista e deseja agora se tornar membro novamente.

Aclamação – Quando o candidato pertencia a uma outra igreja evangélica que não fosse a batista, não ocorre o envio de cartas, mas a igreja em assembléia decide se recebe ou não o a solicitação do ingresso do fiel.

QUAIS AS FORMAS DE SAÍDA DE UMA IGREJA BATISTA?
Carta de transferência – Maneira mais comum de saída de um membro da igreja batista.

Morte – É registrado em assembléia a morte do membro da igreja.

Exclusão – Por desvio doutrinário ou abandono da fé cristã, pode ocorrer a exclusão de um membro. Geralmente se dá após a busca efetiva da igreja na restauração do membro, caso se esgotem todas as possibilidades não há outra solução.

Carta compulsória – Maneira pouco usual, mas geralmente se dá quando ocorre litígio entre a igreja e o membro.
Toda a entrada e saída de membros da igreja, não importa a forma que se dê, deve passar pela assembléia da igreja, pois esta é a autoridade máxima da igreja e somente ela pode deliberar sobre tais assuntos. Mas é importante que esses momentos possam ser conduzidos por um espírito cristão genuíno e livre que cismas e partidos, pois muitas vezes o que ocorre é que as assembléia viram campo de batalha de idéias e cheias de gostos pessoais.

Pr Fulvio Santos

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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

75 ANOS DA IGREJA BATISTA DE FONTINHA

ESTUDOS BETESDA / ECLESIOLOGIA

ECLESIOLOGIA


PARTE 3

“Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus” Ef 3.10

Tenho certeza que você, já nessas duas partes de nosso estudo, viu que existem muitas questões importantes sobre a igreja, que são desconhecidas pela maioria dos crentes. Por isso gostaria que você a cada estudo se dedicasse ainda mais a conhecer esta que é chamada por “Noiva de Cristo”. Qual tem sido a sua contribuição para que esta “noiva” seja encontrada pura, feliz e cheia de vida?

Neste estudo estaremos falando sobre o pastor, é muito importante estudarmos sobre esses homens que foram chamados por Deus para estar à frente de uma igreja, conduzindo e cuidando das ovelhas do Supremo Pastor (I Pe 5.4). Vejo que tem havido um grande desequilíbrio na relação da igreja com eles, veja alguns comportamentos que são extremos e, portanto errados:

O Pastor como semideus – Já foi época em que este tipo de pessoa era encontrado somente em igrejas Neopentecostais, hoje encontramos facilmente eles dentro de nossas igrejas batistas. Possuem um tipo de comportamento que não aceita questionamentos e divergência de opinião, todos que assim se comportam são tratados como “rebeldes”, pois discordaram do “anjo da igreja”. Possuem um comportamento “papal,” e são responsáveis por um grande número de casos de abuso espiritual, deixando para trás um grande número de pessoas feridas, devido o seu autoritarismo, e que consequentemente não querem mais ouvir o nome igreja e muito menos pastor. Este não é o tipo de pastor bíblico!

O pastor como um empregado da igreja – Este tipo de pastor se aproxima muito mais da nossa realidade como igreja batista, pois vemos muitos homens fiéis a Deus que dedicam sua vida na edificação de uma igreja, sofrerem casos terríveis de desrespeito, exatamente porque suas “ovelhas” o tratam como alguém descartável e sem muito valor. Usa-se muitas vezes a lógica do mercado, o funcionário tornou-se velho, desatualizado e não traz o resultado que alguém mais jovem pode trazer, trocam então um de 60 por outro de 20 ou 30. Costumo usar muitas vezes o seguinte exemplo, experimente falar mal do pastor nesses dois ambientes:

 Dentro de uma igreja neopentecostal – Tenho certeza que um grupo de obreiros irá tirá-lo de dentro da propriedade da igreja, isso se não tomar antes uns “petelecos”.

 Dentro de uma igreja batista – Rapidamente você encontrará alguém para te ajudar a destruir a vida daquele pastor.

Este retrato é muito triste, e mostra como precisamos conhecer mais sobre este homem que foi escolhido por Deus para ser benção na vida da igreja e da mesma maneira a igreja ser benção em sua vida.

QUAL É O SIGNIFICADO DA PALAVRA PASTOR?

Pastor significa “ternura”. No Novo Testamento recebe a função de orientador espiritual da Igreja (Tito 1.5-9). O seu significado não quer dizer que ele sempre vai ser doce, pois algumas vezes ele precisa fazer como Moisés (homem mais manso da terra – Nm 12.3), quebrar a pedra (as tábuas da Lei) e disciplinar o povo.

QUAIS OS OUTROS NOMES DADOS AO PASTOR E QUAL O SEU SIGNIFICADO NO NOVO TESTAMENTO?

Bispo (superintendente, aquele que supervisiona) e Presbítero (dignidade).

QUAL A RELAÇÃO QUE DEVE EXISTIR ENTRE O PASTOR E SUA IGREJA?

De absoluta lealdade e fidelidade à Palavra de Deus, além do cultivo de uma relação repleta de amor, carinho, camaradagem, respeito, obediência, etc.

Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.” Hb 13.17

QUAL DEVE SER A POSTURA DO PASTOR DIANTE DE SUA IGREJA?

Servo (Fp 2.5-11) – Assim como cristo esvaziou a si mesmo, assumindo a forma de servo, os pastores devem ser os primeiros a servir a igreja e sua comunidade. Em I Cor 4.1, o pastor é apresentado como ministro (huperetes), que representa o remador subordinado, o escravo mais inferior, mais servil e mais desprezado de uma galé, que remavam nas fileiras inferiores da embarcação.

Mordomo “oikonomos” (I Cor 4.1-2) – Pessoa responsável por cuidar de todos os negócios domésticos do seu senhor, como, por exemplo, imóveis, campos, finanças, alimentação, outros servos e, às vezes, até mesmo dos filhos do dono da casa.

DE QUE FORMA A IGREJA PODE SER BENÇÃO PARA O PASTOR?

Cuidando da parte administrativa da igreja – Vemos lá em Atos 6.4, a Igreja de Jerusalém elegendo diáconos para que os pastores tivessem tempo para oração e o ministério da Palavra

Entendendo que o pastor é gente e tem os seus direitos

Direito a momentos de lazer e descanso com sua família – Encontramos muitos pastores estressados e com sua família se “desmantelando”, exatamente porque ele dedicou-se com todas as suas forças à igreja e sua família ficou de lado. A mesma prioridade que existe na vida do crente (Deus, família e igreja/trabalho), deve existir também para o pastor.

Direito a ter seus amigos pessoais – Muitos pastores passam por problemas sérios dentro de suas igrejas, porque os crentes sentem-se enciumados pelo pastor e sua família ter aqueles que são mais próximos. Ou seja, todos têm direito a ter amigos íntimos, mas o pastor e sua família tem que ser diferente. Se o pastor convidar alguém da igreja para um churrasco em sua casa e não convidar todos os irmãos, tá armado uma confusão.

Direito a férias – O ministério pastoral, ao contrário do que muitas pessoas pensam, é extremamente cansativo e exige que o pastor esteja bem em sua vida espiritual, emocional e física. As férias contribuem muito para essa saúde do pastor e sua família

Direito há uma remuneração que não lhe deixe passando necessidade e constrangimentos – Existem dois extremos, aqueles pastores que estão enriquecendo com o ministério, e isso é um pecado! Não consigo ver Jesus e nem um dos líderes da Igreja Primitiva, enriquecendo do ministério pastoral. E aqueles, que são a maioria, que passam muita dificuldade para viver integralmente para o ministério da Palavra. O pastor precisa ter uma remuneração que lhe permita viver sem passar necessidades e proporcionar a sua família o mínimo de conforto. A igreja que entende isso é ricamente abençoada, pois encontra no seu pastor alguém que pode dedicar-se intensamente ao ministério sem as preocupações financeiras que estariam sugando suas forças. Qual seria o parâmetro para uma boa remuneração, creio que deveria ser levado em conta dois fatores: Possibilidade da Igreja X Necessidade da família do pastor. Isso significa que deve haver coerência e bom senso, uma igreja no interior possui parâmetros diferentes de uma igreja na Zona Sul do RJ.

Direito a passar por momentos de desânimo – O pastor não é um super-homem, mas assim como qualquer membro da igreja, ele pode passar por momentos de cansaço e fadiga. A igreja precisa entender essa questão e não descarta-lo se algum dia isso acontecer, mas estar pronta para amar e cuidar do seu pastor em qualquer situação.

Direito de errar – A igreja deve ser responsável pelo seu pastor até no momento de crise ou pecado. Não podemos ser um exército que deixa seus líderes feridos abandonados pelo caminho. Isso não quer dizer que a igreja vá fazer “vista grossa” para os erros cometidos pelo pastor. Na verdade ele deve ter pessoas que possam confrontá-lo com amor e liberdade para que pecados sejam evitados.

Direito a privacidade – O pastor precisa do seu espaço onde ele fica a vontade com sua família, onde assista seu programa de televisão favorito e pratique o seu esporte favorito.

Ser honrado (I Tm 5.17) – Como precisamos aprender o valor de dar honra aos nossos líderes. Isso não significa necessariamente dar algum tipo de gratificação financeira a ele, mas demonstrar com nossas atitudes o quanto o amamos e somos felizes por ser sua ovelha.

QUAIS AS QUALIFICAÇÕES DO PASTOR?

Encontramos em I Tm 3 e Tt 1 as qualificações pastorais, iremos apresentar algumas destas qualificações. Saber quais são essas qualificações são extremamente importante, pois “nem tudo que brilha é ouro”, ou seja, existem muitos homens que se apresentam como pastor, mas que não apresentam as qualificações necessárias.

 Irrepreensível

 Marido de uma só mulher

 Vigilante

 Sóbrio

 Honesto

 Hospitaleiro

 Apto para ensinar

 Não dado ao vinho

 Não espancador

 Não cobiçoso de torpe ganância

 Moderado

 Não contencioso

 Não avarento

 Que governe bem a sua própria casa

 Não neófito

 Bom testemunho dos de fora

Propositalmente não irei comentar cada uma dessas qualificações, pois entendo que precisaríamos de muito mais tempo e folhas para detalhar cada uma delas. Mas o propósito é mostrar que não basta a pessoa completar um curso de Bacharel em Teologia, ser carismático ou apresentar um “bom discurso”. É necessário ter um chamado específico de Deus, ter o testemunho de sua família, igreja e comunidade, além de se encontrar aprovado mediante I Tm 3 e Tt 1.


Pr Fulvio Santos

A JESUS CRISTO SEJA TODA HONRA E GLÓRIA