terça-feira, 11 de outubro de 2011

BIOGRAFIA DE DAVID BRAINERD

Davi Brainerd

Um arauto aos peles-vermelhas
(1718-1747)

Certo jovem, franzino de corpo, mas tendo na alma o fogo do amor aceso por Deus, encontrou-se na floresta, para ele desconhecida. Era tarde e o sol já declinava até quase desaparecer no horizonte, quando o viajante, enfadado da longa viagem, avistou a fumaça das fogueiras dos índios "peles-vermelhas". Depois de apear e amarrar seu cavalo, deitou-se no chão para passar a noite, agonizando em oração.

Sem ele o saber, alguns dos silvícolas o haviam seguido silenciosamente, como serpentes, durante a tarde. Agora estacionavam atrás dos troncos das árvores para contemplar a cena misteriosa de um vulto de cara pálida, sozinho, prostrado no chão, clamando a Deus.

Os guerreiros da vila resolveram matá-lo, sem demora, pois, diziam, os brancos davam uma aguardente aos peles-vermelhas, para, enquanto bêbados, levar-lhes as cestas e as peles de animais, e roubar-lhes as terras. Mas depois de cercarem furtivamente o missionário, que orava,prostrado, e ouvirem como clamava ao "Grande Espírito", insistindo que lhes salvasse a alma, eles partiram tão secretamente como chegaram.

No dia seguinte, o moço, não sabendo o que acontecera em redor, enquanto orava no ermo, foi recebido na vila de uma maneira não esperada. No espaço aberto entre as "wigwams" (barracas de peles) os índios o cercaram e o moço, com o amor de Deus ardendo na alma, leu o capítulo 53 de Isaías. Enquanto pregava, Deus respondeu a sua oração da noite anterior e os silvícolas ouviram o sermão, com lágrimas nos olhos.

Esse cara-pálida chamava-se Davi Brainerd. Nasceu em 20 de abril de 1718. Seu pai faleceu quando Davi tinha 9 anos de idade, e sua mãe, filha dum pregador, faleceu quando ele tinha 14 anos.

Acerca de sua luta com Deus, no tempo da sua conversão, na idade de vinte anos, ele escreveu.

"Designei um dia para jejuar e orar, e passei esse dia clamando quase incessantemente a Deus, pedindo misericórdia e que ele abrisse meus olhos para a enormidade do pecado e o caminho para a vida em Jesus Cristo... Contudo, continuei a confiar nas boas obras... Então, uma noite andando na roça, foi me dada uma visão da grandeza do meu pecado, parecendo-me que a terra se abrira por baixo dos meus pès para me sepultar e que a minha alma iria ao Inferno antes de eu chegar em casa... Certo dia, estando longe do colégio, no campo, sozinho em oração, senti tanto gozo e doçura em Deus, que, se eu devesse ficar neste mundo vil, queria permanecer contemplando a glória de Deus. Senti na alma um profundo amor ardente para com todos os homens e anelava que eles desfrutassem desse mesmo amor de Deus.

"No mês de agosto, depois, senti-me tão fraco e doente, como resultado de aplicar-me demais aos estudos, que o diretor do colégio me aconselhou a voltar para casa. Estava tão fraco que tive algumas hemorragias. Senti-me perto da morte, mas Deus renovou em mim o conhecimento e o gosto das coisas divinas. Anelava tanto a presença de Deus e ficar livre do pecado, que, ao melhorar, preferia morrer a voltar ao colégio, e me afastar de Deus...Oh! uma hora com Deus excede infinitamente todos os prazeres do mundo."

De fato, depois de voltar ao colégio, Brainerd esfriou em espírito, mas o Grande Avivamento, dessa época, alcançou a cidade de New Haven, o colégio de Yale e o coração de Davi Brainerd. Ele tinha o costume de escrever diariamente uma relação dos acontecimentos mais importantes da sua vida, passados durante o dia. É por esses diários escritos para si próprio e não para o mundo ler, que sabemos da sua vida íntima de profunda comunhão com Deus. Os seguintes poucos trechos servem como amostras do que ele escreveu em muitas páginas de seu diário e descobrem algo de sua luta com Deus, enquanto estudava para o ministério:

"Fui tomado repentinamente pelo horror da minha miséria. Então clamei a Deus, pedindo que me purificasse da minha extrema imundícia. Depois a oração se tornou mui preciosa para mim. Ofereci-me alegremente para passar os maiores sofrimentos pela causa de Cristo, mesmo que fosse para ser desterrado entre os pagãos, desde que pudesse ganhar suas almas. Então Deus me deu o espírito de lutar em oração pelo reino de Cristo no mundo.

"Retirei-me cedo, de manhã, para a floresta, e foi-me concedido fervor em rogar pelo avanço do reino de Cristo no mundo. Ao meio-dia, ainda combatia em oração a Deus, e sentia o poder do divino amor na intercessão.

"Passei o dia em jejum e oração, implorando que Deus me preparasse para o ministério, e me concedesse auxílio divino e direção, e que ele me enviasse para a seara no dia que ele designasse. Pela manhã, senti poder na intercessão pelas almas imortais e pelo progresso do reino do querido Senhor e Salvador no mundo... À tarde, Deus estava comigo de verdade. Quão bendita a sua companhia! Ele me concedeu agonizar em oração até ficar com a roupa encharcada de suor, apesar de eu me achar na sombra, e de soprar um vento fresco. Sentia a minha alma grandemente extenuada pela condição do mundo: esforçava-me para arrebatar multidões de almas. Sentia-me mais dilatado pelos pecadores do que pelos filhos de Deus, contudo anelava gastar a minha vida clamando por ambos."Passei duas horas agonizando pelas almas imortais. Apesar de ser ainda muito cedo, meu corpo estava molhado de suor... Se eu tivesse mil vidas, a minha alma as teria dado pelo gozo de estar com Cristo...

"Dediquei o dia para jejuar e orar, implorando a Deus que me dirigisse e me abençoasse na grande obra que tenho perante mim, a de pregar o Evangelho. Ao anoitecer, o Senhor me visitou maravilhosamente na oração; senti a minha alma angustiada como nunca... Senti tanta agonia que me achava ensopado de suor. Oh! e Jesus suou sangue pelas pobres almas! Eu anelava mostrar mais e mais compaixão para com elas.

"Cheguei a saber que as autoridades esperam a oportunidade de me prender e encarcerar por ter pregado em New Haven. Fiquei mais sóbrio e abandonei toda a esperança de travar amizade com o mundo. Retirei-me para um lugar oculto na floresta e coloquei o caso perante Deus."

Completados os seus estudos para o ministério, ele escreveu:

"Preguei o sermão de despedida ontem, à noite. Hoje, pela manhã orei em quase todos os lugares por onde andei, e, depois de me despedir dos amigos, iniciei a viagem para o habitat dos índios."

Essas notas do diário revelam, em parte, a sua luta com Deus enquanto estudava para o ministério. Um dos maiores pregadores atuais, referindo-se a esse diário, declarou: "Foi Brainerd quem me ensinou a jejuar e orar. Cheguei a saber que se fazem maiores coisas por meio de contato cotidiano com Deus do que por pregações."

No início da história da vida de Brainerd, já relatamos como Deus lhe concedeu entrada entre os silvícolas violentos, em resposta a uma noite de oração, prostrado em terra, nas profundezas da floresta. Mas, apesar de os índios lhe darem a toda hospitalidade, concedendo-lhe um lugar para dormir sobre um pouco de palha e, ouvirem o sermão, comovidos, Brainerd não estava satisfeito e continuava a lutar em oração, como revela seu diário:

"Continuo a sentir-me angustiado. À tarde preguei ao povo, mas fiquei mais desanimado acerca do trabalho do que antes; receio que seja impossível alcançar as almas. Retirei-me e derramei a minha alma pedindo misericórdia, mas sem sentir alívio.

"Completo vinte e cinco anos de idade hoje. Dói-me a alma ao pensar que vivi tão pouco para a glória de Deus. Passei o dia na floresta sozinho, derramando a minha queixa perante o Senhor.

"Cerca das nove horas, saí para orar na mata. Depois do meio-dia, percebi que os índios estavam se preparando para uma festa e uma dança... Em oração, senti o poder de Deus e a minha alma extenuada como nunca antes na minha vida. Senti tanta agonia e insisti com tanta veemência que, ao levantar-me, só consegui andar com dificuldade. O suor corria-me pelo rosto e pelo corpo. Reconheci que os pobres índios se reuniam para adorar demônios e não a Deus; esse foi o motivo de eu clamar a Deus, que se apressasse em frustrar a reunião idólatra. Assim, passei a tarde orando incessantemente, pedindo o auxílio divino para que eu não confiasse em mim mesmo. O que experimentei, enquanto orava, foi maravilhoso. Parecia-me que não havia nada de importância em mim, a não ser santidade de coração e vida, e o anelo pela conversão dos pagãos a Deus. Desapareceram todos os cuidados, receios e anelos; todos juntos pareciam-me de menor importância que o sopro do vento. Anelava que Deus adquirisse para si um nome entre os pagãos e lhe fiz o meu apelo com a maior ousadia, insistindo em que ele reconhecesse que eu 'o preferia à minha maior alegria.' De fato, não me importava onde ou como morava, nem da fadiga que tinha de suportar, se pudesse ganhar almas para Cristo. Continuei assim toda a tarde e toda a noite."

Assim revestido, Brainerd, pela manhã, voltou da mata para enfrentar os índios, certo de que Deus estava com ele, como estivera com Elias no monte Carmelo. Ao insistir com os índios para que abandonassem a dança, eles, em vez de matá-lo, desistiram da orgia e ouviram a sua pregação, de manhã e à tarde.

Depois de sofrer como poucos sofrem, depois de se esforçar de noite e de dia, depois de passar horas inumeráveis em jejum e oração, depois de pregar a Palavra "a tempo e fora de tempo", por fim, abriram-se os céus e caiu o fogo. Os seguintes excertos do seu diário descrevem algumas dessas experiências gloriosas:

"Passei a maior parte do dia em oração, pedindo que o Espírito fosse derramado sobre o meu povo... Orei e louvei com grande ousadia, sentindo grande peso pela salvação das preciosas almas.

"Discursei à multidão extemporaneamente sobre Isaías 53.10: Todavia, o Senhor agradou moê-lo'. Muitos dos ouvintes entre a multidão de três a quatro mil, ficaram comovidos a ponto de haver um 'grande pranto, como o pranto de Hadadrimom'. [Ver Zacarias 12.11)

"Enquanto eu andava a cavalo, antes de chegar ao lugar para pregar, senti o meu espírito restaurado e a minha alma revestida com o poder para clamar a Deus, quase sem cessar, por muitos quilômetros a fio.

"De manhã, discursei aos índios onde nos hospedamos. Muitos ficaram comovidos e, ao falar-lhes acerca da salvação da sua alma, as lágrimas correram abundantemente e eles começaram a soluçar e a gemer. À tarde, voltei ao lugar onde lhes costumava pregar; eles ouviram com a maior atenção quase até o fim. Nem a décima parte dos ouvintes pôde conter-se de derramar lágrimas e clamar amargamente. Quanto mais eu falava do amor e compaixão de Deus, ao enviar seu Filho para sofrer pelos pecados dos homens, tanto mais aumentava a angústia dos ouvintes. Foi para mim uma surpresa notar como seus corações pareciam traspassados pelo terno e comovente convite do Evangelho, antes de eu proferir uma única palavra de terror.

"Preguei aos índios sobre Isaías 53.3-10. Muito poder acompanhava a Palavra e houve grande convicção entre os ouvintes; contudo, não tão geral como no dia anterior. Mas a maioria ficou comovida e em grande angústia de alma; alguns não podiam caminhar, nem ficar em pé: caíam no chão como se tivessem o coração traspassado e clamavam sem cessar, pedindo, misericórdia... Os que vieram de lugares distantes foram levados logo à convicção, pelo Espírito de Deus.

"À tarde, preguei sobre Lucas 15.16-23. Havia muita convicção visível entre os ouvintes, enquanto eu discursava; mas, ao falar particularmente, depois, a alguns que se mostravam comovidos, o poder de Deus desceu sobre o auditório 'como um vento veemente e impetuoso e varreu tudo de uma maneira espetacular.

"Fiquei em pé, admirado da influência que se apoderou do auditório quase totalmente. Parecia, mais que qualquer outra coisa, a força irresistível de uma grande correnteza, ou dilúvio crescente, que derrubava e varria tudo que encontrava na sua frente.

"Quase todos oravam e clamavam, pedindo misericórdia, e muitos não podiam ficar em pé. A convicção que cada um sentiu foi tão grande, que pareciam ignorar por completo os outros em redor, mas cada um continuava a orar por si mesmo.

"Lembrei-me de Zacarias 12.10-12, porque havia grande pranto como o pranto de 'Hadadrimom', parecendo que cada um pranteava à parte.

"Parecia-me um dia muito semelhante ao dia em que Deus mostrou seu poder a Josué (Josué 10.14), porque era um dia diferente de qualquer dia que tinha presenciado antes, um dia em que Deus fez muito para destruir o reino das trevas entre esse povo".

É difícil reconhecer a magnitude da obra de Davi Brainerd entre as diversas tribos de índios, nas profundezas das florestas; ele não entendia os seus idiomas. Se lhes transmitia a mensagem de Deus ao coração, deveria achar alguém que pudesse servir como intérprete. Passava dias inteiros simplesmente orando para que viesse sobre ele o poder do Espírito Santo com tanto poder, que esse povo não pudesse resistir à mensagem. Certa vez teve que pregar por meio de um intérprete tão bêbado, que quase não podia ficar em pé, contudo, vintenas de almas foram convertidas por esse sermão.

Ele andava, às vezes, perdido de noite no ermo, apanhando chuva e atravessando montanhas e pântanos. Franzino de corpo, cansava-se nas viagens. Tinha que suportar o calor do verão e o intenso frio do inverno. Dias a fio passava-os com fome. Já começava a sentir a saúde abalada e estava a ponto de casar-se (sua noiva era Jerusa Edwards, filha de Jônatas Edwards) e estabelecer um lar entre os índios convertidos ou voltar e aceitar o pastorado de uma igreja que o convidava. Contudo, reconhecia que não podia viver, por causa da sua doença, mais que um ou dois anos e resolveu então ''arder até o fim".

Assim, depois de ganhar a vitória em oração, clamou: "Eis-me aqui, Senhor, envia-me a mim até os confins da terra; envia-me aos selvagens do ermo; envia-me para longe de tudo que se chama conforto da terra; envia-me mesmo para a morte, se for no teu serviço e para promover o teu reino..."

Então acrescentou: "Adeus amigos e confortos terrestres, mesmo os mais anelados de todos. Se o Senhor quiser, gastarei a minha vida, até os últimos momentos, em cavernas e covas da terra, se isso servir para o progresso do Reino de Cristo."

Foi nessa ocasião que escreveu: "Continuei lutando com Deus em oração pelo rebanho aqui e, especialmente, pelos índios em outros lugares, até a hora de deitar-me. Oh! como senti ser obrigado a gastar o tempo dormindo! Anelava ser uma chama de fogo, constantemente ardendo no serviço divino e edificando o reino de Deus, até o último momento, o momento de morrer."

Por fim, depois de cinco anos de viagens árduas no ermo, de aflições inumeráveis e de sofrer dores incessantes no corpo, Davi Brainerd, tuberculoso e com as forças físicas quase inteiramente esgotadas, conseguiu chegar à casa de Jônatas Edwards.

O peregrino já completara a sua carreira terrestre e esperava o carro de Deus para levá-lo à Glória. Quando, no seu leito de sofrimento, viu alguém entrar no quarto com a Bíblia, exclamou: "Oh! o querido Livro! Breve hei de vê-lo aberto. Os seus mistérios me serão então desvendados!"

Minguando sua força física e aumentando sua percepção espiritual, falava com mais e mais dificuldade: "Fui feito para a eternidade. Como anelo estar com Deus e prostrar-me perante Ele! Oh! que o Redentor pudesse ver o fruto do trabalho da sua alma e ficar satisfeito! Oh! vem,Senhor Jesus! Vem depressa! Amém!" - e dormiu no Senhor.

Depois desse acontecimento, a noiva de Brainerd, Jerusa Edwards, começou a murchar como uma flor e, quatro meses depois também foi morar na cidade celeste. Dum lado do seu túmulo, está o de Davi Brainerd e do outro lado está o túmulo de seu pai, Jônatas Edwards.

O desejo veemente da vida de Davi Brainerd era o de arder como uma chama, por Deus, até o último momento, como ele mesmo dizia: "Anelo ser uma chama de fogo, constantemente ardendo no serviço divino, até o último momento, o momento de falecer."

Brainerd findou a sua carreira terrestre aos vinte e nove anos. Contudo apesar de sua grande fraqueza física, fez mais que a maioria dos homens faz em setenta anos.

Sua biografia, escrita por Jônatas Edwards e revisada por João Wesley, teve mais influência sobre a vida de A. J. Gordon do que qualquer outro livro, exceto a Bíblia. Guilherme Carey leu a história da sua obra e consagrou a sua vida ao serviço de Cristo, e nas trevas da Índia! Roberto McCheyne leu o seu diário e gastou a sua vida entre os judeus. Henrique Martyn leu a sua biografia e se entregou para consumir-se dentro de um período de seis anos e meio no serviço de seu Mestre, na Pérsia.

O que Davi escreveu a seu irmão, Israel Brainerd, é para nós um desafio à obra missionária: "Digo, agora, morrendo, não teria gasto a minha vida de outra forma, nem por tudo que há no mundo."

Heróis da Fé,
Orlando Boyer
Ed CPAD

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

CMESP 2009 -Uma Igreja Revelante para os Pobres -Pr Carlos Queiroz.mp4

ARREPENDIMENTO. Nossa Única Esperança! - David Wilkerson

Assista ao vivo!

ESTUDOS BETESDA / MARCOS / LIÇÃO 5

A AUTORIDADE DE JESUS
Marcos 1:21-28
Lucas 4:31-37
O estudo deste domingo compreende parte de 24 horas do ministério intenso de Jesus em Cafarnaum, onde Ele se apresenta em quatro cenários diferentes e para quatro platéias diferentes:
• Sinagoga (judeus piedosos) - vs.21-28;
• Casa (grupo dos discípulos)- vs.29-31;
• Rua (multidão)- vs.32-34;
• Deserto (tentador) – vs.35-39.
Jesus apresenta-se primeiramente na sinagoga, lugar que foi criado durante o período do cativeiro babilônico e que surge para suprir a ausência do templo de Jerusalém que havia sido destruído por Nabucodonosor, tornando-se assim o principal lugar de culto do povo judeu. Existia neste local apenas três elementos para o culto, são eles: oração, leitura da Palavra de Deus e sua exposição ou explicação. Não havia música e nem sacrifícios. Para cada grupo de 10 famílias era constituído uma sinagoga, ou seja, onde houvesse um grupo de famílias judaicas, haveria a possibilidade do surgimento de uma sinagoga.
A sinagoga também servia como lugar de reuniões da comunidade, tribunal e escola. Elas eram dirigidas por leigos e não por rabinos. Desta maneira, toda vez que um mestre a visitava tinha a primazia de ler e explicar as Escrituras. Lembre-se que Jesus utilizou-se dessa oportunidade concedida (Luc.4:16), assim como Paulo (At.13:14-16; 14:01; 17:1-4). Séculos mais tarde que a função do ensino foi concedida somente aos teólogos.
Quando Jesus entra na sinagoga para ensinar, logo todos ficam maravilhados, pois ficou claro que seus ensinos não era como o dos demais Rabinos, Ele falava com AUTORIDADE.

Duas características ficam destacadas neste texto referentes a autoridade de Jesus, vejamos:
AUTORIDADE PARA ENSINAR
(Mc.1:21,22)
• Ele é a própria verdade (Jo.14:6)
Os Escribas eram os especialistas das leis, na mão deles e das demais autoridades religiosas de Israel estava todo o poder para ensinar, julgar e interpretar a lei e a tradição. Para trazer credibilidade as suas decisões ou seus ensinos, eles citavam pessoas que eram tidas como autoridades. Jesus não precisava recorrer a nenhuma fonte para fundamentar seus ensinos, Ele é a própria fonte e o que recebia vinha direto do Pai.
“Ele é o próprio Deus, de onde as Escrituras emanam. Ele conhece a Palavra, seu significado e sua correta interpretação. Rev.Hernandes D. Lopes”
“Para horror de todos, Jesus quebrou essa corrente de tradição. Ele não invocava os pais, mas o Pai. Falava não como rabino, mas como Filho. Pronunciou um novo início da revelação. Isso era algo monstruoso: Ele trazia a revelação em pessoa [...] Ele não considerava a tradição dos rabinos ultrapassada, mas até um corpo estranho. O judaísmo tinha deformado Moisés, violado a vontade original de Deus [...]. Perguntaram atônitos de onde vinha sua autoridade (1:27; 11:27). Com base em que Ele tomava essa liberdade? Ele não tinha estudo nem formação (Jo.7:15), não vinha de família importante (Mc.6:1-5), nem pertencia a um dos partidos judaicos [...]. A isto se ajuntou mais tarde sua amizade com os pecadores, seus adeptos suspeitos, seus sofrimentos e, por fim, foi pendurado na cruz (Mc.15:32). Adolf Pohl

• Ensina com fidelidade a Palavra de Deus
No desejo de estabelecer a sua verdade sobre a Verdade das Escrituras, e de manter o controle sobre ela e sobre o povo, os escribas tornam a verdade um ensino de homens. Seus ensinos são um fardo para o povo, trazem cadeias a alma e distanciam o homem de Deus. Aqueles que deveriam trazer a vontade de Deus ao homem através do ensino das Escrituras, tornaram a fé judaica em um pesado legalismo. Regra sobre regra, preceito sobre preceito.
Os escribas falharam quanto ao:
• Conteúdo: Ensinaram doutrinas de homens e não a Palavra de Deus.
• Método: Ensinaram de forma fria e não com zelo.
• Propósito: Ensinaram com orgulho e ambição, procurando sua própria glória e não a de Deus.
Precisamos fazer uma análise sincera sobre a forma como escribas lidaram com a fé e o ensino das Escrituras e a forma como nós temos agido

Veja alguns erros em relação a Revelação de Deus
Comércio da Palavra
Existe uma proliferação de Bíblias de “Estudo”, e cada um dos seus garotos propaganda dizem ser ela a “Melhor Bíblia de Estudo que existe”. Não tenha dúvida que isso tudo não passa de comércio!! O preço de uma Bíblia de Estudo gira em torno de R$ 100,00 e o preço de uma Bíblia sem comentários gira em torno de R$ 30,00. Não podemos fazer como os escritas que utilizaram a Palavra de Deus para benefício próprio! Este tipo de propaganda tem levado as pessoas a considerarem uma Bíblia como sendo melhor que a outra, pois o marketing feito é exatamente desta forma.
Interpretes da Lei
Ainda existe o perigo de valorizarmos mais os comentários feitos no rodapé da Bíblia do que o que de fato está escrito nela. Deixando assim de buscar em oração, meditação e estudo o que realmente Deus está querendo falar conosco. Precisamos ser como a igreja da Beréia, que examinava nas Escrituras o que era dito pelos apóstolos (Atos 17:11).
“Não podemos fazer como os escribas que utilizaram a Palavra de Deus para benefício próprio”
Usar a Bíblia para manipular
Não só nos tempos de Jesus as Escrituras foram usadas para manipular e dominar pessoas, mas hoje em dia muitos tem feito uso dela para eleger candidatos, abusar emocionalmente e tomar dinheiro das pessoas. Se você é do tipo de pessoa que não estuda as Escrituras e não confere para saber se o que está sendo ensinado em sua igreja é de fato a verdade, você é um forte candidato a ter a sua alma acorrentada como os judeus tinha naquele tempo.
Martinho Lutero é um belo exemplo de alguém que através da revelação das Escrituras (Jo.8:32), teve as correntes de sua alma arrebentadas.
Se você também possui uma liderança que não permiti que seu ensino seja confrontado pelas Escrituras, foge destes, pois você está sendo liderado por homens como aqueles escribas.
“Se você é o tipo de pessoa que não estuda as Escrituras e não confere para saber se o que está sendo ensinado em sua igreja é de fato a verdade, você é um forte candidato a ter a sua alma acorrentada”

AUTORIDADE SOBRE OS DEMÔNIOS
Mc.1:23-28
Vejamos algumas questões que são importantes sobre a autoridade de Jesus e a atuação dos demônios.
• A possessão demoníaca é um fato inegável
Existem dois extremos quanto a essa questão: o primeiro nega a possibilidade da possessão; o segundo atribui todas as doenças mentais a ação do demônio. Todos os dois lados são perigosos, pois um desconsidera a sua ação, logo não usam as “armas espirituais” que a Bíblia nos apresenta e o outro lado “mistifica” aquilo que poderia ter uma necessidade de tratamento médico.

A possessão é um fato confirmado pelas Escrituras e pelas experiências através da história.
• Os demônios podem se infiltrar dentro da congregação v.23
É preciso que tenhamos discernimento espiritual para não permitirmos que pessoas que estejam possessas ou opressas pelo demônio transitem livremente no meio da igreja sem que seja dada a ordem, em nome de Jesus, para que ela seja liberta. Muitas histórias são contadas sobre pessoas que causaram tragédias dentro da igreja, pois caminharam no meio do povo, tomaram a ceia, cantaram e logo depois destruíram relacionamentos, feriram pessoas e mataram ministérios.

Alguns erros nós cometemos em relação a esta questão:
o Achar que todos que são batizados são convertidos: Não existe garantia alguma de alguém que foi batizado ser realmente convertido. Podemos ter nossa impressão a respeito de alguém, mas quem realmente sabe sobre aquela vida é Deus.

Dizem que no céu teremos três surpresas:
O irmão “José” não está aqui?
O irmão “José” está aqui!
Eu estou aqui!

o Acreditar que um crente pode ficar possesso: Não encontramos em nenhuma parte da Bíblia base para este ensino. Todos aqueles que acreditam nesta doutrina, fazem uso de suas experiências e de suas percepções a respeito da libertação demoníaca. Não é porque a pessoa é batizada que ela é habitação do Espirito Santo de Deus, vejamos alguns textos:
• I Cor.3:16
• I Cor.6:19
• Rom.8:9
• I João 5:18
• I João 4:4
Diante destes textos chegamos a conclusão que se um membro da igreja ficou possesso pelo demônio, ele nuca foi habitação do Espírito Santo de Deus.
“É na autoridade que há no nome de Jesus que todo demônio é expulso!”
o Fazer entrevista com o demônio: É prática de algumas igrejas, ficar dando crédito ao que a pessoa possessa diz. A única ordem que Jesus dá ao demônio é: “Cala-te e sai desse homem” v.25, ele não fica perguntando nome e nem que tipo de obra ele estava fazendo naquela vida. Ele simplesmente ordena sua saída!
o Brincar com o demônio: É fato também que alguns gostam de ficar mandando a pessoa possessa fazer coisas ridículas, como rastejar, beijar o pé ou contar o que tem feito. Jesus não faz nada disso, ele não fica humilhando ainda mais o homem, mas repreende o demônio Judas 1:9.
o Ter medo do demônio: Já presenciei casos onde alguém estava endemoninhada e alguns crentes que estavam por perto ficaram apavorados, talvez com medo que algum de seus pecados fossem expostos. Essa não deve ser a nossa postura, não devemos ter medo dos demônios e nem guardar pecados não confessados ou pecados habituais I João 3:9.
o Ousadia sem intimidade é tolice Atos 19:13-16: Já vi pessoas que pensam que possuir ousadia é a condição necessária para Deus nos usar em uma libertação. Existem demônios que só saem com jejum e oração (Mt.17:21), ou seja, uma vida de maior intimidade com Deus. Lembre-se: intimidade com Deus gera uma vida de santidade, uma vida de santidade gera uma vida com unção, e uma vida com unção gera uma vida de autoridade.
Lembre-se: intimidade com Deus gera uma vida de santidade, uma vida de santidade gera uma vida com unção, e uma vida com unção gera uma vida de autoridade

É na autoridade de Jesus que todo demônio é expulso, pois eles sabem quem Ele é e se submetem a ordem.
• Eles sabem que Ele veio em carne: v.24; I Jo.4:2,3
• Eles sabem que Ele é Deus: v.24; Mat.8:29
• Eles sabem que Ele é o libertador dos homens e o flagelador dos demônios: Mt.25:41; Mt.8:29; Mc.5:7
• Eles sabem que Jesus é o juiz e que vai condená-los: Mc.1:24; Mt.25:41

Vejamos algumas lições práticas que John Charles Ryle nos ensina deste texto:
1) A inutilidade do mero conhecimento intelectual da religião: Os mestres da lei têm a cabeça cheia de luz, mas o coração cheio de sombras. Eles têm conhecimento, mas rejeitam a Jesus. O conhecimento sem a fé salvadora não nos salvará.
2) Mero conhecimento de fatos e doutrinas do cristianismo não nos salvará: Tal crença não é a melhor do que a crença dos demônios. Os demônios sabem que Jesus é o Cristo (Mc.1:24,34). Eles crêem que um dia Ele julgará o mundo e os lançará no inferno. Há algumas pessoas que têm uma fé inferior à fé dos demônios. Não há descrença entre os demônios. Eles crêem e tremem (Tg.2:19).
3) Precisamos nos certificar de que a nossa fé é uma fé do coração e também da cabeça: Precisamos conhecer a Cristo e também amá-lo. Os demônios conhecem a Cristo, mas não o amam. Temem-no, mas não o obedecem com prazer. Os escribas conheciam a lei, mas negavam o Senhor da lei. Eles em vez de ensinarem o povo o caminho da verdade, desviaram o povo. Em vez de darem glória a Deus, exaltaram-se a si mesmos; em vez de reconhecerem o Salvador, perseguiram-no.
Jesus em Mat.28:18-20 declara que Ele recebeu todo Poder e Autoridade e que confere a nós, seus discípulos, essa autoridade para cumprir a Missão. Portanto não devemos temer quem quer que seja e qual chamado for, basta que o obedeçamos, pois Ele garante a vitória.

Pr Fulvio Santos
A JESUS CRISTO SEJA TODA HONRA E GLÓRIA

ESTUDOS BETESDA / I CORÍNTIOS / PARTE 12

Igreja, Corpo de Cristo
I Coríntios 12
A questão:
A Igreja de Corinto embora fosse uma igreja onde não havia falta de dom algum (Cap.1:7), ela não faz o uso correto destes. Os dons acabam sendo motivo de divisão do corpo e para exaltação de pessoas que se sentiam melhores por possuírem determinados dons.

O que Paulo diz?
Ele divide sua argumentação em dois momentos:
• Dons, o que são e para que servem? Vs.01 ao 11
• A Igreja é como um Corpo Espiritual. Vs.12 ao 31

Dons, o que são e para que servem?
É necessário em primeiro lugar fazer a diferenciação de algumas palavras, pois na maioria das vezes empregamos a palavra dom para definir qualquer habilidade pessoal que receba destaque. Por exemplo: Quando alguém tem habilidade para jogar futebol, diz-se que este possui dom de jogar bola.
Paixão – Aquilo que nos dá extremo prazer em fazer, não necessariamente a pessoa irá se destacar na pratica dessa sua paixão. Por exemplo: Posso ser apaixonado por futebol e ser um tremendo perna de pau.
Dons Naturais (talento) – São qualidades inatas a pessoa. São aquelas pessoas que desde criança apresentam uma habilidade para fazer algo. Por exemplo: A criança que aprende a tocar um piano com facilidade diferenciada.
Dons espirituais – São aqueles apresentados pela Bíblia.
Todos os descritos acima são dádivas de Deus, e o que faz a diferenciação deles é que somente os que pertencem ao Corpo de Cristo é que possuem os dons espirituais.

Vamos então ver algumas orientações de Paulo a respeito dos dons espirituais.
Os Dons são uma dádiva de Deus vs.11, 18, 24 e 28. – A palavra original é charismata , que vem da palavra charis = graça. Ou seja, Deus: distribui v.11, dispõe v.18, coordena v.24 e estabelece v.28.
Os Dons são diaconia v.5 – A palavra serviço no original grego é diaconia, eles servem não para a satisfação pessoal, mas para o serviço do Corpo. Não é para a auto-promoção e sim para a edificação do outro.
Os Dons são dados a cada membro v.7 – Todos os membros do Corpo de Cristo, possuem pelo menos um Dom Espiritual, não existe crente sem que Deus lhe tenha dado um Dom.
Os Dons tem um propósito v.7 – Edificação do Corpo de Cristo e para Glória de Deus. 10:31

Os problemas de Corinto:
• Dons especiais – Em uma igreja onde todos os dons eram vistos em seus cultos, eles valorizavam alguns dons em detrimento de outros. Ao que tudo indica o problema estava no dom de línguas, eles acreditavam que eram especiais e diferenciados aqueles que possuíam este dom. Incrível como ainda hoje este problema é visto em nosso meio, alguns grupos acreditam que aqueles que possuem este dom, são um tipo de crente mais espiritual que os demais. Paulo diz que Deus distribui os dons como lhe apraz v.11 , e no capítulo 14 ele vai corrigi-los quanto ao mal uso deste dom.
O dom não é indicador de espiritualidade, não podemos dizer que um crente ou uma igreja é mais espiritual por existir em seu meio grande manifestação de dons. Basta olharmos para o exemplo da Igreja de Corinto e quantos problemas existiam nesta igreja em que todos os dons eram vistos.

Posições em relação aos dons:
• Cessacionistas – Acreditam que aqueles dons apresentados em I Coríntios 12 são exclusivamente para os tempos apostólicos.
• Ignorantes – Aqueles que não sabem nada a respeito de dom, e desconhecem portanto a sua importância para a edificação da Igreja.
• Medrosos – Sabem da existência, mas não querem caminhar por uma área que possa lhe trazer insegurança e necessidade de mudança de vida.
• Crêem na Contemporaneidade – Os dons registrados nos tempos dos apóstolos estão a disposição da igreja de hoje.
Não é porque há um mal uso dos dons espirituais que nós vamos negar a existência destes ou menosprezar a necessidade de conhecermos quais são os nossos como usá-los para o serviço.

A Igreja é como um Corpo Espiritual
Algumas figuras são utilizadas para exemplificar a natureza da Igreja, são elas: família, exército, templo e noiva. Mas Paulo diz que a Igreja do Senhor é como um Corpo, pois este possui algumas características relativas a Igreja do Senhor, são elas:
• Unidade do corpo v.12 e 13 – Não é uma unidade organizacional e nem denominacional, mas espiritual.
Peter Wagner cita dois fatores para a unidade do corpo:
o O sangue – Circula em todo o corpo e une as partes que lhe pertencem. Assim também se não for o sangue de Jesus que nos purifica de todo pecado I João 1:7, não seríamos um só corpo.
o O Espírito – Assim como todas as partes do corpo pertencem ao mesmo Espírito, a Igreja de Cristo pertence ao Espírito Santo de Deus. I Cor.3:16
• Diversidade do corpo vs.14 – 20 – Um corpo não pode ser somente formado pelo olho, o olho é somente parte desse corpo. Nós sozinhos não somo o Corpo de Cristo, mas parte dele e precisamos estar unidos aos outros membros para que haja saúde.
Muitos problemas ocorrem dentro da igreja, quando queremos que todos gostem da mesma coisa que nós gostamos e se comportem como nós entendemos ser o melhor. A igreja não pode ser formada com um único tipo de pessoa, unidade não significa uniformidade.
• Mutualidade do corpo vs.21 – 31 - Paulo relaciona alguns problemas que existiam na Igreja de Corinto e que também ocorrem em nosso meio, são eles:
o Complexo de inferioridade – Alguns irmãos estavam se sentindo inferiores por não possuírem algum dom que era tido como sinal da mais alta espiritualidade na igreja. Aqueles que não possuíam, por exemplo, o dom de línguas se sentiam menos espirituais que os demais. Assim também em nossas igrejas tende-se a valorização de determinados tipos de dons dentro de nossa comunidade, isso tem trazido em algumas pessoas o mesmo sentimento de inferioridade. Precisamos entender que Deus distribui como Ele sabe ser o melhor e que cada um de nós somos únicos na realização do seu propósito para a igreja.
o Complexo de superioridade vs.21 – 24 – Frases do tipo:
“Aqui está um GRANDE HOMEM DE Deus!”
Tem levado muitas pessoas a soberba e a auto-promoção. A igreja não é uma feira de vaidades e disputa por reconhecimento. Paulo vai dizer que é o menor dos apóstolos e vai se dizer um miserável pecador. Não há espaço no Reino de Deus para quem se julga melhor que o seu irmão.
o Mutua cooperação vs.25 - 28 – Não se pode pensar na hipótese de um membro do corpo viver sua vida isolada e sem a necessidade da ajuda de outros irmãos. Todos são importantes, basta que a unha do menor dedo do seu pé fique inflamada que todo o seu corpo sentirá. Assim também deve ser a igreja, todos devem se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram. Não existe nenhum crente completo em si mesmo.
Somos um corpo e a forma que Deus usa para que sejamos benção neste corpo, é através do dom que Ele lhe deu. Portanto precisamos saber qual é o nosso dom e utilizarmos nossa paixão para o exercício deste dom.
Por exemplo:
Dom: Evangelista
Paixão: Futebol
O irmão forma uma escola de futebol e dessa forma leva muitos meninos a conhecerem do amor de Deus.
Portanto meu querido irmão, não perca tempo! Deus lhe capacitou para que você seja uma benção para sua igreja.

Princípios Bíblicos
• Romanos 12:6-8;
• I Coríntios 12 e 14
• Efésios 4:11 - 13

Perguntas
• Você sabe a diferença entre dom espiritual, natural e paixão?
• Qual é o seu dom espiritual?
• Qual é a sua paixão?
• De que forma você pode juntar os dois?

Apologia:
Ecumenismo – Existe por parte de muitas pessoas a idéia de que o propósito de Deus para as religiões é a unificação. Utilizam-se muitas vezes deste texto que fala da igreja como um corpo, para justificar uma ação ecumênica. Muitos pastores evangélicos (principalmente na Europa e América do Sul) tem seguido este caminho. Não cremos assim, pois para que haja a união deste corpo é preciso possuir o mesmo sangue (I João 1:7) e o mesmo Espírito (I Coríntios 3:16).