quarta-feira, 1 de junho de 2011
A ORAÇÃO TOCA A ETERNIDADE
A estatura espiritual de um crente é determinada pelas suas orações. O pastor ou crente que não ora está-se desviando. O púlpito pode ser uma vitrine onde o pregador exibe seus talentos. Mas no aposento da oração não temos como dar um jeito de aparecer.
Embora a igreja seja pobre sob muitos aspectos, é mais pobre ainda na questão da oração. Contamos com muitas pessoas que sabem organizar, mas poucas dispostas a agonizar; muitas que contribuem, mas poucas que oram; muitos pastores, mas pouco fervor; muitos temores, mas poucas lágrimas; muitas que interferem, mas poucas que intercedem; muitas que escrevem, poucas que combatem. Se fracassarmos na oração, fracassaremos em todas as frentes de batalha.
Os dois requisitos para se ter uma vida cristã vitoriosa são visão e fervor. Ambos nascem da oração e dela se nutrem. O ministério da pregação é de poucos; o da oração — a mais importante de todas as atividades humanas — está aberta a todos. Porém, as “criancinhas” espirituais comentam sem o menor constrangimento: “Hoje, não vou à igreja. É dia de reunião de oração”.
É bem possível que Satanás não tema grande parte das pregações de hoje. Mas a experiência do passado leva-o a arregimentar todo o seu exército infernal para lutar contra o crente que ora. Os crentes de hoje não têm muito conhecimento da prática espiritual de “ligar e desligar”, embora essa responsabilidade nos tenha sido delegada por Deus: “O que (tu) ligares na terra..”. Você tem feito isso? Deus não desperdiça seu poder. Se quisermos ser poderosos na obra dele, temos que ser poderosos com ele.
O mundo está marchando para o inferno a um ritmo tão rápido que, se comparado aos modernos aviões supersônicos, estes pareceriam tartarugas. E, no entanto, para vergonha nossa, nem recordamos quando foi a última vez que passamos uma noite toda em oração a Deus, suplicando-lhe que derrame sobre nós um avivamento que abale o mundo. Não temos compaixão pelas almas. Estamos pensando que os andaimes são o prédio. As pregações de hoje, com sua falha interpretação das verdades bíblicas, nos levam a confundir agitação com unção, e comoção com avivamento.
O segredo da oração é orar em secreto. Quem se entrega ao pecado pára de orar. Mas aquele que ora pára de pecar. O fato é que somos pobres, mas não humildes de espírito.
A oração é profundamente simples, e ao mesmo tempo profunda. “É uma forma de expressão tão simples que até uma criancinha pode exercitá-la”. Mas é igualmente tão sublime que ultrapassa os recursos da linguagem humana, e esgota seu vocabulário. Lançar diante de Deus uma torrente de palavras não irá necessariamente impressioná-Io ou comovê-lo. Uma das mais significativas orações do Velho Testamento foi feita por uma pessoa que não pronunciou palavras: “Seus lábios se moviam, porém não se lhe ouvia voz nenhuma”. (1Sm 1.13). De fato ela não tinha grandes dons de oratória. Sem dúvida existem “gemidos inexprimíveis”.
Será que nos encontramos num padrão tão inferior ao dos cristãos neotestamentários que não possuímos mais a fé dos nossos antepassados (com todas as suas realizações e implicações), mas somente a fé emocional de nossos contemporâneos? A oração é para o crente o que o capital é para um homem de negócios.
Não se pode negar que a maior preocupação da igreja hoje são as finanças. E, no entanto, esse problema que tanto inquieta as igrejas modernas era o que menos perturbava a do Novo Testamento. Hoje damos mais ênfase à contribuição; eles a davam à oração.
Em nossos dias são muito poucos os que estão dispostos a assumir a responsabilidade de orar inspirados pelo Espírito, e para esse tipo de oração não há substitutos. Temos que orar, senão pereceremos!
Leonard Ravenhill
Capítulo 2 do livro: Por Que Tarda o Pleno Avivamento?
POSIÇÃO BATISTA
Um dos papeis da Igreja na sociedade é ser uma consciência profética capaz de ajudar a cada ser humano (entendido como um indivíduo livre e competente diante de Deus e dos homens, vivendo em uma sociedade pluralista) a discernir valores essenciais que norteiam os relacionamentos em todas as suas dimensões.
É nesse contexto que os batistas – integrantes de uma denominação cristã que, ao longo de toda a sua história, defende a liberdade religiosa, de consciência e de expressão – se manifestam para alertar sobre os perigos que a sociedade brasileira corre diante das novas conjunturas sociais aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que estão sendo propaladas por leis que tramitam no Congresso Nacional e por ações promovidas pelo Executivo.
Assim, alertamos para o perigo:
• De construir uma sociedade em que a legalidade pode ser estabelecida pelos interesses políticos e inclinações pessoais, como ocorreu no caso da releitura contraditória feita pelo STF do artigo 226 da Constituição Federal. O artigo diz:
“Art 226 - A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§3o – Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
§4o – Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
§5o – Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.
Quando uma casa que tem como principal missão defender a Constituição a rasga, corremos o perigo de viver um Estado jurídico de exceção, ao qual a nação brasileira não deseja retroceder.
• De destruir o conceito de família (que não é só cristão, mas universal e multicultural) para reconstruí-lo sob a égide somente da afetividade e não em toda a dimensão de suas funcionalidades como base da sociedade.
De criar uma sociedade em que os valores essenciais são relativizados, pois onde tudo é relativo nada sobra para apoiar os alicerces do nosso futuro.
• De viver em uma sociedade que abandona os valores divinos revelados nas Escrituras Sagradas, pois a História, desde os tempos bíblicos, têm demonstrado que sociedades que abandonaram os valores mais elementares implodiram por perderem os seus pilares sustentadores – ainda que tenham sido, em algum momento, grandes potências no contexto universal.
Tais atitudes nada mais são do que a iniqüidade institucionalizada. Assim, conclamamos a sociedade brasileira a continuar mostrando que existem opiniões divergentes. Sem discriminação e com respeito a cada indivíduo, tais manifestações visam a defesa de valores pessoais e sociais, com integridade. Somente quando todos os segmentos da sociedade se expressam é que as forças políticas de nossa nação se sensibilizam para obviedade dos valores essenciais, como no caso recente da decisão de nossa presidente, Dilma Rousseff, ao impedir a distribuição do chamado “kit contra a homofobia ” nas escolas públicas.
Curitiba, 27 de maio de 2011
Pr. Paschoal Piragine Jr.
Presidente da Convenção Batista Brasileira.
BOLETIM DA MISSÃO "A VOZ DOS MÁRTIRES"
Ousadia para fazer o que muitos não querem
Adan Gabriel
C.H.Spurgeon, um teólogo do século passado, disse que o sangue dos santos é uma semente. Isto quer dizer que quanto mais sangue inocente for derramado mais frutos produzirá. Essa é uma grande verdade, pois o testemunho deixado por um cristão que sucumbe gera muito mais conversões.
Ano atrás publicamos uma foto de uma cristã paquistanesa segurando com uma das mãos seu pescoço. Ela estava cantando “mesmo se me enforcarem eu seguirei a Jesus”. No Paquistão está tramitando uma lei que, se aprovada, todos os cristãos correrão grande risco. A lei da blasfêmia prevê pena de morte para qualquer um que insulte o islã. Sendo assim, qualquer pessoa poderá dizer que um cristão insultou o Islamismo e isso basta para ser preso e levado a corte.
Apesar dessa ameaça ainda podemos ver cristãos com ousadia de gigantes que continuam a testemunhar por Jesus. Diariamente recebemos relatos de cristãos sendo levados à julgamento baseados numa lei que ainda não foi aprovada, mas que já está sendo usada.
Nesse exato momento Asia Bibi encontra-se presa e pode ser enforcada a qualquer instante por ter “blasfemado” contra o islamismo. O crime dela foi ter testemunhado de Jesus em um poço público onde havia muçulmanos. Ela está presa desde junho de 2009 aguardando a sentença final. Você pode ajudar Asia Bibi. Acesse o site Alerta de Prisioneiros (www.alertadeprisioneiros.com.br) e escreva uma carta para encorajá-la. Não é necessário saber escrever no idioma Urdu, pois o site traduz as frases para você. Escreva também para os embaixadores do Paquistão no Brasil para eles libertarem Asia Bibi.
O informativo deste mês é dedicado inteiramente ao nosso país vizinho. Durante minha última viagem à Colômbia feita no ano passado, tive o privilégio de me encontrar com diversos cristãos que, em lágrimas e muita ousadia contavam seus testemunhos.
Apesar do sofrimento a que foram submetidos notei que todos tinham a chama do Espírito Santo ardendo em seus corações, pois o desejo deles era o de alcançar mais pessoas para Cristo.
Dentre tantos testemunhos que tive o privilégio de ouvir, o que mais me marcou foi o de Glória. Ela viu seu esposo, que era pastor, ser assassinado pela FARC em 2010. Em um ato de coragem ela pegou seu esposo e o arrastou para debaixo de uma árvore, voltou para dentro de sua casa, pegou a Bíblia foi para pregar o Evangelho.
A ousadia não foi só de Glória, mas seu filho a apoiava e dizia: Mamãe, guarde o terno, a gravata e a Bíblia do papai. Quando eu for mais velho também quero ser um pregador da Palavra. Ao verem a atitude de uma mulher que acabara de perder o esposo e um filho que ficara sem pai, os vizinhos começaram a entregar a vida para Jesus.
Aqui no Brasil talvez nunca seremos perseguidos por amor a Jesus como no Paquistão, Colômbia ou outro país fechado para o Evangelho. Mesmo assim, há certas áreas que precisamos ter ousadia e fazer o que outros não querem. Escrever cartas para prisioneiros cristãos requer ousadia. Apoiar projetos missionários requer ousadia, pois muitos vivem um Evangelho triunfalista gerando cristãos que somente pensam em si e se esquecem que fazemos parte de um só corpo, precisamos ser ousados para fazer o que outros não querem.
Extraído do informe:
“A VOZ DOS MÁRTIRES” bim.março/abril/2011
www.vozdosmartires.com.br
terça-feira, 24 de maio de 2011
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