terça-feira, 30 de agosto de 2011

ESTUDOS BETESDA / I CORÍNTIOS / PARTE 8

Perguntas sobre o casamento


I Coríntios 7

A questão:
Paulo começa a responder uma série de perguntas feitas pela Igreja de Corinto, sendo a primeira delas a respeito do casamento. Perguntas que envolviam o relacionamento entre cristãos (pureza sexual e divórcio), entre um casal onde um dos dois não é cristão (separa ou não?), e conselhos dados aos solteiros em relação ao casamento.

O que Paulo diz?
Antes de começarmos a estudar este capítulo, precisamos entender algumas coisas a respeito do contexto da carta, são elas:
• Paulo responde a perguntas, sua preocupação é que elas sejam respondidas.
• O ensino de Paulo sobre casamento vai muito além dessa carta, basta ler suas cartas aos Efésios, Timóteo, Tito ou até mesmo II Coríntios.
• Sua argumentação não contradiz os ensinamentos de Jesus, o que ele está fazendo é respondendo perguntas que ainda não haviam sido feitas.

Para responder aos coríntios, divide suas respostas em três grupos:

1. Quando o casal é cristão (7:1-11)
Duas são as questões dos casais crentes:
Pureza no casamento (7:1-9)
• Tenha sua própria esposa (v.2) – Não é aceito por Deus a poligamia e nem a poliandria.
• Casamento heterossexual (v.2) – A referência de Paulo é sempre um homem com uma mulher.
• Satisfação do casal (v.3,4) – Não existe nenhum pecado no prazer sexual do casal, na verdade Paulo está dizendo que isso é uma questão importante na pureza do casamento. A mesma Bíblia que diz que não se deve ter relações antes do casamento(fornicação - Apoc.21:8), diz que o corpo do homem pertence a mulher e o corpo da mulher pertence ao homem. Se lermos o livro de Cantares de Salomão, veremos um casal que se deseja com muita paixão.
• Abstenção sexual temporária (v.5) – Paulo orienta que em caso de um objetivo comum (oração), deveria haver um acordo entre o casal.
A questão do prazer sexual é uma área que tem levado muito casal a sofrer calado. Nos tempos do apóstolo não era diferente, pois se vivia em uma sociedade extremamente machista e extremamente promíscua, onde a mulher não tinha vontade alguma a não ser a que fosse do seu marido.
Cuidado para o diabo não usar algo que é presente de Deus para o casal, para causar sofrimento em sua família.

Vejam alguns dos erros que geralmente se comete:
O sexo é sujo – Esse tipo de pensamento geralmente surge de pessoas que viveram algum tipo de trauma nesta área (abuso sexual ou experiências precoces) ou foram criados em um ambiente extremamente rigoroso e sem diálogo.
Fazer do sexo algo sujo – Uso de pornografia e comportamentos que levam a vícios. Duas coisas acontecem nesse momento, o Espírito Santo de Deus é entristecido e você abre as portas de sua família para que o diabo bagunce sua casa.
Chantagem – Manipulação do cônjuge em troca do sexo. Quando se descobre que um dos parceiros sente mais desejo que o outro, faz-se uso para manipulação e chantagem. Isso também causa desajuste e frustração na relação.
Busca somente de sua satisfação – Pesquisas mostram que existe uma quantidade grande de mulheres que nunca sentiram prazer na relação com seu marido. Algumas vezes também ocorre na relação, momentos em que a mulher sente-se violentada nas emoções e no corpo. Precisamos tomar cuidado para não transformar o presente que Deus nos deu em uma ruína para a família.

Duração do casamento (v.10 e 11)
Tratar desse assunto é mexer com a vida de muitas pessoas, vivemos momentos em que praticamente todos nós temos um parente que passou pelo divórcio. Por isso é importante falarmos do assunto trazido por Paulo. Entenda meu irmão, Deus abomina o divórcio e casamento é para a vida toda! (Malaquias 2:16)

Só existem dois motivos dados pela Bíblia como sendo aceitáveis:
• Adultério – Deut.24:1-1; Mat.19:7-9; Mc.10:4-9
• Abandono – I Cor.7:15 (relação entre um casal onde um deles não é cristão).

Mas você dirá ou pensará:
• Eu estou arrependido!
• Ele/Ela parecia ser uma coisa, mas é outra!
• A situação está insustentável!
• Eu não gosto mais, não sinto nada!
• Ele está me agredindo (aí, não é somente caso de divórcio mas também de polícia)

Para salvar o seu casamento:
• Creia que Deus pode todas as coisas (Lc.1:37)
• Queira lutar pela restauração de sua família. Para isso é necessário tirar a máscara e se humilhar.
• Ore e jejue por esta causa.
• Converse com seu cônjuge.
• Converse com o seu pastor.
• Não peça conselho a pessoas que não são cristãos de fato.
• Busque grupos de apoio (encontro de casais)
• Não deixe para amanhã! Não se engane uma noite bem dormida ou um momento de intimidade não resolvem o problema.

2. Cristão casado com não cristão (7:12-24)
Paulo não está discutindo se um crente deve ou não casar/namorar com um não crente, isto está bem claro em II Cor.6:14,15. O que ele está tratando é de pessoas que ao se converterem já eram casadas e que seu cônjuge não foi convertido. A pergunta da igreja era se estes novos irmãos deveriam pedir o divórcio, Paulo mostra então como deveriam agir:
O crente santifica o seu lar (v.14) – O crente deve ser uma benção para sua família, se o crente já amava seu cônjuge agora ele vai amar mais ainda. Algumas vezes nós vemos pessoas que viviam bem como casal, bastou a pessoa se tornar cristã que passou a criar problema em casa. Devemos ser benção para nosso lar e santificar os relacionamentos.
Os filhos são abençoados (v.14) – A vida do crente e o bom relacionamento do casal vai refletir na vida dos filhos.
Existe uma possibilidade da conversão do não crente (v.16)– Não se pode afirmar nada sobre a conversão do cônjuge, mas existe essa possibilidade, e depende muito do testemunho que verá dentro de casa.

3. Cristãos não casados (7:25-40)
Paulo aconselha as virgens e viúvas que não se casem, mas se não conseguissem, poderiam se casar no Senhor (com um outro cristão). Esse conselho está inserido em um contexto, vejamos qual era.
Paulo estava em Éfeso e vive o início do que seria uma grande perseguição contra os cristãos (II Cor.1:8). Mais tarde, em 64 d.C, Nero incendeia Roma, culpa os cristãos e inicia uma sangrenta perseguição (os expulsa de Roma). Depois, em 70 d.C, cumpri-se a profecia de Jesus em Mateus 24, quando Tito Vespesiano entra em Jerusalém destruindo e queimando seus muros, as grávidas tiveram suas barrigas rasgadas pelas espadas de soldados romanos. Em um ambiente como este, estar casado, ter filhos ou sua esposa estar grávida tornava-se um momento de maior dor. É neste contexto que Paulo recomenda que o ficar solteiro é melhor!

As recomendações de Paulo são:
• Permaneça como você está v.26
• Não procure casamento v.27
• Se casar vai sofrer angústia na carne v.28
• Se casar vai ter outras preocupações v.32
• Se casar seu tempo será dividido v.34
As perseguições e a expectativa da vinda do Senhor Jesus Cristo, levam Paulo a dar esses conselhos.

Princípios Bíblicos:
• Efésios 5:22-33
• Hebreus 13:4
• Mateus 19

Perguntas:
• Como está o seu casamento?
• Como seu cônjuge estaria respondendo a pergunta de cima?
• Se você tem tido problemas, o que vai fazer?
• Entendeu o que significa santificar seu lar?
• Em que contexto Paulo aconselha aos solteiros que não casem?

Apologia:

I Coríntios 7:6,10,12,25,40 “Digo eu não o Senhor!”
Esses textos são usados pelos adeptos da Teologia Liberal para ratificar o pensamento de que a Bíblia não é a Palavra de Deus, mas contém. Dizem que Paulo é bem claro em dar uma opinião pessoal.
O que Paulo está fazendo não é dar uma opinião pessoal, mas ele está respondendo perguntas que não haviam sido feitas a Jesus, portanto ele está tratando de questões que não foram ditas por Jesus, por isso ele diz “digo eu não o Senhor”. Tudo o que Jesus havia dito sobre casamento e divórcio era inquestionável, dizendo desta forma ele deixa bem claro que não está contradizendo a Jesus, mas respondendo (inspirado pelo Espírito Santo) sobre essas questões.

“As pessoas continuam casadas no céu”
Teologia Mórmon
Estes versos mostram que esse pensamento é contrário a Bíblia.
• I Cor.7:39 “A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor”
• Marcos 12:18:27

SE NÃO TIVER AMOR
“Leve o dom do celibato a sério. Celibato é dom. Se você anseia pelo casamento é porque não tem dom de celibato (7:8).
Se você não tem o dom do celibato, case-se. O casamento é uma benção e digno de honra entre todos. Melhor é serem dois do que um (Ec.4:9). É o próprio criador quem disse: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn.2:18). Paulo diz que é melhor casar do que viver abrasado (7:9).
Se você está para se casar, certifique-se que o seu futuro marido ou esposa seja uma pessoa convertida (7:39).
Se você está casado com uma pessoa incrédula, faça todos os esforços necessários para manter o seu casamento (7:16).
Se você quer que o seu casamento seja feliz, nunca deixe de dar a seu cônjuge toda a satisfação sexual que ele precisa e tem direito (7:3-5)”
Peter Wagner
Livro: Se Não Tiver Amor

Pr Fulvio Santos

A JESUS CRISTO SEJA TODA HONRA E GLÓRIA


DISCIPULADO

CULTO INFANTIL AGO/2011










Irmão André ● Valores Centrais

sábado, 20 de agosto de 2011

O Mover De Deus - David Wilkerson

OS PLANOS DE DEUS

Irmãos, pela Graça de Deus estamos completando 74 anos de existência e ao longo destes anos temos experimentado grandes coisas feitas pelo Senhor que nos trouxeram muitas alegrias.  E podemos afirmar que só chegamos até aqui porque o Senhor nos ajudou.  O bom de ser uma igreja do Deus vivo é que Ele, independente da idade da igreja, nunca deixa os sonhos da igreja morrerem.  Ele sempre tem planos desafiadores que abre as oportunidades para um futuro glorioso da igreja.  Veja o que Deus diz ao seu pvo: "Porque sou Eu que conheço os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro" Jer 29.11.  Quando uma igreja deposita toda sua confiança e esperança no Senhor e decide servi-lo de todo coração pode estar certa que o futuro que a espera é um futuro de Paz, Alegria e Prosperidade.  O apóstolo Paulo em Atos 9.31 diz quel é esta perspectiva de futuro que Deus tem para sua igreja, veja: "A igreja passava por um período de Paz...Ela se edificava e encorajada pelo Espírito Santo, crescia em número, vivendo no temor do Senhor.
Irmãos, nós não podemos abrir mão de sonhar e viver os planos de Deus para a nossa igreja, ano que vem é o nosso ano do Jubileu de Brilhante e coisas grandes, maravilhosas precisam e vão acontecer.  Por isso renove as suas forças e envcoraje os outros irmãos que estão desanimados.  Precisamos crer que Deus é uma fonte inesgotável de bençãos.  E estas bençãos jorrarão sobre as nossas vidas a medida que, nós igreja, tomemos posse desta promessa que Ele, Deus, tem planos de um futuro maravilhoso para nós.  EU CREIO!

Deus nos abençoe!

Pr João Luiz

ESTUDOS BETESDA / I CÓRÍNTIOS / PARTE 7

Glorifiquem a Deus no vosso corpo!
I Coríntios 6
A questão:
Havia entre os irmãos da igreja muitas brigas, e eles estavam indo aos incrédulos para que suas demandas fossem julgadas. Outro questão era que a sensualidade de Corinto (influência da deusa Afrodite e Apolo) estava influenciando a vida da igreja.

O que Paulo diz?
Duas foram as questões tratadas por Paulo, são elas:  As contendas e como resolvê-las

Paulo começa dizendo que a atitude deles em viverem em briga e levarem suas questões aos tribunais era:
1) Um péssimo testemunho ao mundo (6:1)
As pessoas esperavam olhar para a Igreja de Corinto e ver aquilo que eles não conseguiam ver nas relações da cidade. Assim como hoje as pessoas olham para a Igreja e esperam ver algo diferente nas relações (Rom.8:19). Jesus diz que nós seríamos conhecidos como seus discípulos se nos amássemos uns aos outros (Jo.13:35). Que péssimo testemunho para a Igreja era saber que os crentes se comportavam igual ou pior que os incrédulos.

2) Levam seus problemas para serem resolvidos fora da Igreja (6:2-4)
Se não bastassem todas as brigas, eles ainda levavam seus irmãos ao julgamento do mundo. Isso mostra uma total:
Inversão de valores – Nos versos 2,3 e 4 o apóstolo diz que os crentes um dia irão julgar o mundo e os anjos, como então levar suas questões para serem julgadas fora da igreja? A Igreja perde totalmente o seu valor, quando seus valores são passíveis de julgamento pelo mundo.
Uma vergonha! – Paulo diz que deve ser motivo de vergonha a exposição da igreja e a perca de seus valores. É o nome de Cristo que está em jogo e não o de alguém especificamente.
Falta de sabedoria – O questionamento de Paulo é: “Será que não há entre vós nenhum sábio?”.
Querido irmão, muito provavelmente você nunca tenha entrado na justiça contra outro irmão, mas às vezes cometemos o erro de levar questões da igreja para julgamento do mundo. Quando fazemos comentários de casos da igreja com os de fora, e o pior ainda quando esperamos uma orientação ou posição em relação ao fato, estamos cometendo o mesmo tipo de erro (inversão de valores, vergonha e falta de sabedoria).

A solução apresentada por Paulo:
Evitem as brigas – Elas são sinal de imaturidade espiritual. Grande parte da energia empregada pelo pastor e pela liderança é destinada a resolver problemas entre irmãos. Geralmente são questões bobas e sem qualquer valor (“disse me disse”, fofoca, orgulho, disputa por posição e etc)
Briga-se por:
o Qual música deve se tocar na igreja;
o Quem deve servir a ceia;
o Cargo;
o Qual é roupa mais apropriada;
o Quem vai se apresentar no culto da noite;
 Nunca vi ninguém brigar para ver quem:
o Vai dar a maior oferta;
o Vai trazer mais não crente;
o Vai alcançar o maior alvo em missões;
o Ou quem vai decorar mais textos bíblicos.

Resolvam seus problemas internamente – Paulo os adverte ao problema que causam ao levar suas questões ao julgamento do mundo. Portanto, antes de querer sair aos “quatro ventos” comentando seus problemas na igreja, pense nas conseqüências que seus comentários poderão trazer para o evangelho de Cristo e para o testemunho da Igreja.
Procure alguém mais sábio (maduro) – Quando não podemos resolver uma questão, devemos procurar alguém que possua um conhecimento e uma maturidade maior que a nossa, para que possamos ouvir a sua opinião a respeito do que tem sido nosso problema (Pv.15:22; Pv.27:9).
Sofra o dano! (v.7) - Entre você sofrer o dano e o nome de Jesus e da Igreja ser escarnecido pelo mundo, siga o conselho de Paulo. É verdade que quando injustiçados, somos de ímpeto levados a querer exercer a nossa própria justiça, mas não é isso que vemos na Palavra de Deus. Certa vez ouvi uma história dessas que nunca saberemos se é verdade, mas ela se aplica bem ao que estamos falando.

“Uma igreja estava vivendo uma reunião bastante “quente”, os irmãos estavam muito nervosos e acusando uns aos outros com todo tipo de palavra. O motivo da discussão era que alguns irmãos estavam levantando questões contra o pastor da igreja e queriam o seu afastamento imediato. Enquanto tudo acontecia o pastor ficou quieto sem falar nada. Foi quando um membro da igreja, defendendo o pastor, levantou a voz e começou a defendê-lo com bastante ímpeto. O pastor imediatamente se levantou e pediu para que o irmão não o defendesse mais e disse: “Obrigado irmão pelo seu carinho, mas não faça isso, não tente tomar o lugar de Deus, Ele é que é o meu juiz!” O pastor ao sentar, a congregação ficou em silêncio. Muitos choraram e foram pedir perdão ao pastor, mas para que isso acontecesse foi preciso que ele entendesse que: Deus é o seu juiz e que ele precisava sofrer o dano.”

Querido irmão entenda:
• Não existe ninguém perfeito, portanto para que você seja amigo e tenha amigos não deve exigir dele o que você não pode dar.
• Não espere de alguém mais do que ele pode dar. Para que você entenda bem o que estou querendo dizer, se seu amigo não possui uma bicicleta, não peça uma bicicleta emprestada.
• As divergências são comuns na vida, em toda Bíblia encontramos pessoas que tiveram problemas.
• Não é só você que se decepciona, outros também já se decepcionaram com você. Não é só você que se machuca em uma relação, outros também já se machucaram com você.
Pode parecer desnecessário as afirmações acima, mas a falta de maturidade nas relações e a expectativa errada em relação aos amigos, tem levado muitos irmãos a colocarem tudo a perder.
Paulo conclui admoestando aqueles que estavam sendo injustos e leva-os a lembrar do julgamento de Deus sobre esses. (v.9-11). Alguns deles haviam sido transformados e libertos daquele estilo de vida e portanto não deveriam voltar a tais práticas.

Os perigos da sensualidade
No livro “Avivamento Satânico” de Mark Bubec, o autor procura mostrar que vivemos um tempo em que todas as armas de satanás tem sido dirigidas ao mundo e a Igreja, e que a principal delas é a sensualidade ou o uso indevido do sexo. O estilo de roupa (roupas sensuais), os programas de televisão (BBB), as peças teatrais e por muitos outros meios, somos expostos a uma influência constante a esse estilo de vida satânico. Como conseqüência, temos inúmeros casos de pedofilia, estupros, prostituição como algo legal e toda forma de comportamento que feri a santidade de Deus. A forma de pensar de Corinto se aplica perfeitamente a nossa realidade, vejamos:
“Todas as coisas me são lícitas” – Essa era uma frase usada pela sociedade de Corinto e que tornou-se também comum entre os crentes desta cidade. Em nome da liberdade tudo era e é permitido. Diante de Deus não funciona desta forma, o apóstolo conclui dizendo:
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.” I Cor.6:12
“O alimento é para o estômago assim como o sexo é para o corpo” – Essa é outra fase que a igreja incorporou da sociedade. Dessa forma também temos que tomar cuidado para não nos tornarmos esse tipo de Igreja. Paulo adverte dizendo:
o O corpo não é para a impureza, mas para o Senhor v.13
o Somos membros de Cristo v.15
o Aquele que se prostitui torna-se membro de meretriz e um só corpo com ela vs.15,16
Portanto fuja da impureza (v.18), pois aquele que comete pecado torna-se escravo do pecado e membro de uma meretriz. Nosso corpo é Templo do Espírito Santo v.19 e fomos comprados por um alto preço v.20.
Glorifiquem a Deus no vosso corpo!

Princípios Bíblicos:
• Colossenses 3:13
• Hebreus 12:14
• Romanos 12:18
• I Coríntios 10:23,24

Perguntas:
• Quais eram os problemas da Igreja de Corinto?
• O que Paulo orienta que eles façam?
• Qual a relação que você faz da lição com a sua vida?

Apologia:
Sofra o dano! V.7

Glorificai a Deus com o vosso corpo! V.20

Uma das grandes diferenças entre o cristianismo e as demais religiões está no fato que ao se tornar cristão, o homem é transformado por Deus e por isso ele possui um novo pensar, sentir e agir. A transformação passa por todas as áreas de sua vida, não é uma nova filosofia de vida, mas o Poder de Deus! É muito comum você ver fiéis de outros grupos possuírem uma vida de infidelidade, de bebedeira e de busca por satisfação. O crente é uma nova criatura! Logo, só um cristão pode entender esses dois versos bíblicos.

“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos” I Corintios 6:9

Este é mais um dos inúmeros versos bíblicos que confronta a “Igreja Contemporânea”, movimento que entende que o homossexualismo não é um pecado condenado pela Bíblia.

Pr Fulvio Santos

A JESUS CRISTO SEJA TODA HONRA E GLÓRIA

ESTUDOS BETESDA / MARCOS / LIÇÃO 2

A Tentação de Jesus
Mc 1.12,13
Mt 4.1-11
 Lc 4.1-13

Após ter passado pelo batismo e ter o seu ministério testificado pelas Escrituras, pelo precursor e pelo Pai, Jesus antes de dar início as suas atividades foi impelido pelo Espírito Santo ao deserto. Somente em Marcos encontramos essa expressão tão forte (impelido) e que mostra que a sua história no deserto foi plano dos céus e não uma artimanha do inimigo para destruí-lo e impedir que os planos divinos fossem realizados. Aliás isso é visto não somente na vida de Jesus, mas outros grandes homens da história bíblica tiveram que passar pelo deserto da provação antes de ter início o seu ministério. Veja o caso de Moisés (Êxodo 2), que foge para o deserto e é lá que vai receber a visão e o chamado de Deus para uma grande obra. Portanto se desejamos ter um ministério aprovado por Deus, o deserto vai fazer parte de nossa história, porque é lá que os grandes homens são moldados, não é no conforto do Egito e nem em meio aos aplausos das pessoas, mas sendo tentado e vencendo com as armas que Jesus neste texto nos ensina a usar para vencermos as artimanhas do inimigo de nossas almas.

Vejamos algumas questões importantes em relação ao texto:

“E logo o Espírito o impeliu para o deserto.” 1:12

Logo – Em Marcos encontramos essa palavra 41 vezes, ela nos dá a idéia de urgência, ação e imediatismo. Após o momento sobrenatural e maravilhoso, em que Jesus recebe a confirmação do Pai “Tu és meu Filho amado, em ti me comprazo” 1:11, o texto nos indica uma ação imediata onde Ele agora é conduzido com pressa, imediatamente, logo ao deserto.
“Jesus vai repentinamente do sorriso aprovador do Pai para as ciladas do maligno. Jesus sai da água do batismo para o fogo da tentação. Consagração e provação foram os dois elementos da inauguração do ministério de Jesus. Isso nos indica que a vida cristã não é uma colônia de férias, mas um campo de batalhas.” Rev. Hernandes D Lopes
O ministério (serviço) aprovado por Deus não é construído com o conforto dos escritórios, não e confirmado por um sobrenome de respeito, não é autenticado pela voz popular, e nem é precedido pela alegria de possuir um diploma de Bacharel, mas deve ser como foi com Jesus, com a vitória sobre a carne em meio ao deserto. Antes do ministério de Moisés ter início, foi preciso que ele matasse o egípcio, não aquele homem que ele escondeu debaixo da areia para que ninguém soubesse, mas o egípcio era ele mesmo e toda a sua forma de pensar e viver de um egípcio.
Querido irmão, para que o ministério que Deus nos confiou, seja lá qual for, tenha a aprovação de Deus, precisamos matar em primeiro lugar o egípcio que representa nosso velho homem e termos uma nova forma de pensar, de sentir e de agir. Não mais como um egípcio, mas como um cidadão dos céus.
Espírito – Não foi um de seus pais que o levou ao deserto, nem João Batista e nem mesmo um dos rabinos da época, mas o próprio Deus é que o impeliu. Portanto não é Satanás que está tomando a iniciativa de acabar com o ministério de Jesus, é Ele que está invadindo o território inimigo e esmurrando a sua porta para amarrá-lo (Mac.3:27).
“Se o diabo pudesse escapar daquele combate, certamente o faria.”
“Deus tem um único Filho sem pecado, mas nenhum filho sem tentação”
Rev. Hernandes D Lopes

A Tentação
O Evangelho de Marcos é simples em descrever esse momento de Jesus, mas nos demais evangelhos sinóticos, Mateus e Lucas, encontramos detalhes que são preciosos para entendermos no que o inimigo tentou Jesus e no que ele ainda hoje nos tenta. Vejamos então alguns elementos da tentação que são importantes observar:
O deserto – Lugar nada confortável para se estar, altas temperaturas de dia e baixas temperaturas à noite, sem contar o perigo de animais próprios da região. Vejamos algumas características específicas deste deserto onde Jesus esteve.
“Era o deserto de Jericó, um lugar ermo, cheio de montanhas e cavernas, de areias escaldantes durante o dia e frio gélido à noite. O deserto era um lugar de desolação e solidão. Os grandes homens caíram não em lugares ou momentos públicos, mas na arena da solidão e nos bastidores dos lugares secretos. O deserto é o lugar das maiores provas e também das maiores vitórias. O deserto é o campo de treinamento de Deus.”
William Hendriksen
Se não bastasse estar em um lugar assim, Jesus ficou durante 40 dias, tempo suficiente para aquele que está em dúvida quanto ao seu chamado e ministério, desistir de todos os seus projetos. Quarenta é o número da provação, vejamos alguns exemplos:
• Duração do dilúvio – Gen.7:12
• Jejum de Moisés no Sinai – Êx.34:28
• Caminhada de Elias até o Horebe – I Reis 19:8
• Tempo que Israel permaneceu no deserto – Sl.95:10
• Tempo de tentação de Jesus no deserto – 1:13
Foi quando Jesus estava sozinho, cansado, com fome e sede que Ele foi tentado. Assim também acontece conosco, quando estamos passando por estresse físico ou emocional, precisamos permanecer atentos às propostas que o inimigo nos faz.

Propostas de Satanás:
“Se és Filho de Deus, mande que essas pedras se transformem em pão.” Lc.4:3
Necessidades físicas - A principal de todas as necessidades do homem é a alimentação. Sabendo que Jesus estava já há 40 dias sem se alimentar, a oferta foi direta: “transforme as pedras em pão”. Essa oferta poderia também ser dita de outras formas, vejamos como poderia ser em nossos dias:
• Resolve seu problema, Deus vai entender!
• O que tem fazer isso? Você tem filhos para alimentar em casa e além do mais todo mundo faz!
• Eu fui ali naquele grupo porque eu preciso transformar essas pedras em pães! Ou seja estou sem dinheiro e preciso da minha benção não importa onde for o que eu precise fazer, vou atrás da solução do problema!
A mesma proposta tem sido feita hoje em dia e milhares de pessoas são vencidas pelo inimigo, quando demonstram que sua fome por ter, possuir e saborear coisas novas são muito superiores a sua fome de Deus. Responda as seguintes perguntas:
• Se você fosse convidado a um emprego que pagasse algo em torno de 20 salários mínimos, mas junto a oferta viessem as seguintes questões:
o Você vai precisar sonegar imposto;
o Você vai precisar vender um produto não confiável;
o Você vai precisar enganar e mentir;
O que você faria?
A proposta era: Jesus, você está com fome? Tenho aqui algo que vai resolver o seu problema de imediato, basta que você diga uma palavra!
Jesus usa a Palavra para vencer o inimigo, e a cada proposta vinha um texto bíblico como resposta, neste momento ele cita Dt.8:3.
Querido irmão, Jesus nos ensina que nossa maior necessidade não deve ser a fome de pão, mas da Palavra de Deus (Am.8:11). Vejo que muitas vezes nós temos tido fome de igreja, de CD, de DVD, de futebol, de pastores, de livros, e muitas poucas vezes de fato temos tido fome de Deus e de suas Palavras. Ore ao Senhor e diga: “SENHOR AUMENTA MINHA FOME DA TUA PRESENÇA!”
Poder e vitória sem cruz – “se prostrado me adorares, todos os reinos serão teu.” Lc.4:6-8.
A proposta gira em torno de poder, após mostrar a Jesus todos os reinos, ele diz: A vitória pode ser fácil, sem cruz e rápido, basta que se curve a mim. Novamente o que sai de Jesus é a Palavra Viva que está em Ex.20:5 e Dt.6:13.
Em todo momento nos é oferecido uma vitória sem cruz e cheia de poder, o que é na verdade um falso evangelho. O pior inimigo do crente não é aquela mentira descarada que todo mundo vê, é aquela mentira que mais se aproxima da verdade, é como aquele xampu de combate a caspa que “parece mas não é”. Aquele pastor que parece mas não é. Alguns os justificam dizendo: “Mas eu conheço alguém que foi lá e recebeu uma benção”, “Mas deu certo para alguém que eu conheço”, “Mas ele usa a Bíblia”.
Não existe evangelho sem cruz!

“Entrai pela porta estreita, larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela, porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.” Mat.7:13,14

Não tentarás ao Senhor – “atira-te aqui abaixo” Lc. 4:9-12.

A proposta girava em torno do orgulho espiritual, ele dizia: “prova sua filiação divina e brinca com ela.” Jesus novamente responde com a Palavra Dt.6:16. O orgulho espiritual tem destruído a vida de muitos crentes que julgam poder todas as coisas. Geralmente fazem uso do texto de Fp.4:13, mas esquecem de ler os demais versos de 10 a 20. Tentar ao Senhor significa brincar com Deus, e isso não se faz.

Cuidado para você não estar brincando com:
• A salvação de sua alma;
• A vida de sua família;
• Sua vida de santidade e consagração;
• O ministério que Deus lhe confiou;
• De ser crente.

De tudo que fizermos, Deus nos trará a juízo e para todas as coisas há uma conseqüência Gal.6:7.

Vejamos então alguns ensinamentos deste texto:
• Todo ministério aprovado por Deus, é precedido pelo deserto da solidão e da provação;
• Como vencer quando sob tentação;
o Oração;
o Jejum;
o Palavra;
o Prática da Palavra – FÉ.
• Não somos tentados além de nossas forças – I Cor.10:13
• Resista às propostas do inimigo e ele fugirá de você – Tg.4:7
• Jesus não pecou, Ele é santo, santo e santos!
o Heb.2:17,18;
o Heb.4:14;

O texto encerra dizendo que Jesus foi servido pelos anjos no deserto, a vitória foi alcançada e agora foi o próprio Pai que providenciou o melhor. Saiba querido irmão que o crente é o único povo capaz de fazer festa no deserto – Ex.5:01, encontrar a Graça de Deus no deserto – Jer.31:2 e de ser serviço por Deus no deserto, mas para isso é preciso que você obedeça a sua Palavra e não ceda aos convites deste mudo.

Apologia
Uma das principais doutrinas cristãs atacada pelas seitas é a da trindade (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo). A divindade de Jesus e do Espírito Santo é questionada em todas as seitas, vejamos:

“Tentado por Satanás – Mac.1:13
TJ – Dizem que Jesus não pode ser Deus porque Ele foi tentado.
Resposta – Jesus possui duas naturezas: é Deus (Jo.1:1, I Jo.5:20; Ex.3:14 e Jo 8:58) e homem (I Tim.2:5). Como homem, a Bíblia diz que Ele em tudo foi tentado, mas não pecou (Hb.2:17,18; 4:15). A palavra tentar pode significar “provocar”, e, neste sentido, o Pai também foi tentado, mas nem por isso deixa de ser Deus: “Então contendeu o povo com Moisés, e disse: Dá-nos água para beber. E Moisés lhes disse: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao Senhor?” (Ex.17:2).

Pr Fulvio Santos
 
A JESUS CRISTO SEJA TODA HONRA E GLÓRIA

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Ultimo devocional de David Wilkerson

Desperta, Igreja!! David Wilkerson, Keith Daniel, Carter Conlon, Jim Cym...

ESTUDOS BETESDA / MARCOS / LIÇÃO 1

O Evangelho de Marcos

Marcos 1:1

Data: 55 - 70 d.C Antes da destruição de Jerusalém pela liderança de Tito. Depois de 143 dias de cerco, a visão que Jesus se cumpre (Mat.23:37), a cidade é destruída, 600.000 judeus são mortos e milhares são levados cativos pelos romanos.

A Quem foi escrito o evangelho?
Cada Evangelho sinótico (vem de duas palavras gregas cujo significado é “ver conjuntamente” e “ver de um ponto de vista – são os evangelhos semelhantes: Mateus, Marcos e Lucas), apresenta uma perspectiva diferente a respeito da vida de Jesus e esta depende exclusivamente a quem o Evangelho quer ser comunicado, por exemplo:
Mateus escreve aos Judeus, por isso ele descreve a genealogia de Jesus pela linhagem de José. Jesus é o herdeiro legítimo do trono de Israel. O povo de Israel esperava a vinda do Messias que haveria de vir e estabelecer um reino triunfante, por isso que no decorrer do evangelho o Reino dos Céus é o assunto principal.
Marcos escreve aos Romanos, o povo que exercia o domínio sobre grande parte do mundo da época. Um povo interessado em poder, logo Marcos apresenta a Jesus com aquele que tem todo poder como o GRANDE CONQUISTADOR

Quem era Marcos?
• Seu nome completo era João Marcos, sendo João seu nome hebraico e Marcos seu nome romano.
• Filho de Maria que hospedava cristãos em sua casa (At.12:12), era em sua casa que os cristãos estavam reunidos orando pela libertação de Pedro da prisão.
• Participou da primeira viagem missionária de Paulo (At.12:25), exercia a função de auxiliar de Paulo e Barnabé (At.13:5).
• Desiste da viagem missionária no meio do caminho (At.13:13), não se sabe exatamente o motivo que o levou a desistir da viagem, pode ter sido os perigos que a viagem passou a apresentar a medida que Paulo decide ir para lugares mais distantes.
• Paulo rejeita Marcos na segunda viagem missionária (At.15:37-40), isso faz com que Paulo e Barnabé se separem como missionários.
• Marcos era primo de Barnabé (Col.4:10), justificando assim a provável decisão de Barnabé insistir na presença de Marcos na viagem missionária. Vale lembrar que Barnabé era um homem rico (At.4:37).
• Marcos torna-se um cooperador de Paulo (Fm.24)
• Marcos esteve preso com Paulo em Roma (Col.4:10)
• Paulo pede a presença de Marcos no final de sua vida (II Tim.4:11)
• Marcos é considerado um filho de Pedro (I Pedro 5:13)
• Marcos é apontado possivelmente como o jovem que estava vestido com um lençol e foi ver Jesus (Mc.14:51,52)

Mas talvez você esteja se perguntando qual é a necessidade de saber tantas coisas a respeito da vida de Marcos, se estamos falando sobre o Evangelho de Jesus. A razão é porque Marcos não foi um discípulo de Jesus e os estudiosos dizem que este evangelho foi ditado por Pedro, logo ele somente registra as experiências vividas por Pedro.
“Marcos, que foi o interprete de Pedro, escreveu acuradamente tudo o que ele relembrou, tanto sobre o que Cristo disse quanto o que Cristo fez, porém não em ordem. Embora Marcos não tenha ouvido nem acompanhado o Senhor, mais tarde acompanhou Pedro, de quem recebeu todas as informações, de tal maneira que ele não cometeu nenhum engano em seu relato, não omitindo nada do que ouviu nem acrescentando qualquer falsa afirmação acerca do que recebeu.” Papias (um dos pais da Igreja)

Características Gerais do Evangelho
Evangelho da Ação – A ênfase do Evangelho está na atividade, lembre-se são 18 milagres registrados e apenas 4 parábolas. O único discurso é o do sermão da montanha e até assim não se compara ao descrito em Mateus. A expressão favorita dele é logo ou imediatamente.
Primeiro dos Evangelhos – Por isso serve de fonte para os demais.
“Dos 661 versículos de Marcos, Mateus reproduz 606. Há apenas 55 versículos de Marcos que não se encontram em Mateus, mas Lucas utiliza 31 destes. O resultado é que há somente 24 versículos em Marcos que não se encontram em Mateus ou Lucas. “ Rev Hernandes D Lopes
Marcos explica os costumes – Os romanos desconheciam a cultura e os costumes judaicos, logo eles são explicados em alguns momentos (Mc.7:3,4 ; 7:11; 14:12).
Evangelho que menos cita o Antigo Testamento, justifica-se pelo fato de ser destinado aos romanos
O Evangelho faz uso da contagem de tempo romano (Mc.6:48; 13:35)

A Mensagem Central
Como dizem os comentaristas, “O primeiro versículo desse evangelho é tanto o título do livro quanto a síntese do seu conteúdo”. É como em João 1:1 quando ele diz que no “princípio era o verbo” o autor está resumindo o conteúdo do Evangelho.
Para entendermos qual o propósito não somente do Evangelho de Marcos, mas também dos demais, precisamos definir três palavras que estão neste primeiro versículo, são elas: Evangelho, Jesus Cristo e Filho de Deus.
Evangelho – No grego mais antigo significa “um galardão oferecido para se levar as boas novas”, mais tarde é usado como as boas novas. Portanto o Evangelho não é uma discussão ou debate, mas uma proclamação. A parte importante não é o que nós podemos fazer, mas o anúncio do que Ele fez por nós em Cristo.
Jesus Cristo – Jesus = forma grega que no hebraico é Josué (yehôshua) que significa “O Senhor Jeová é a Salvação”. Cristo = Adjetivo que significa “ungido”, em hebraico “Messias”. Significa que Jesus é identificado por Marcos como aquele de quem todos esperavam vir para livrar o povo da servidão e estabelecer um governo soberano.
Filho de Deus – Desta forma ele está declarando que Jesus é o próprio Deus.
A mensagem central do Evangelho é uma PROCLAMAÇÃO QUE A SALVAÇÃO DE JEOVÁ VEIO A MUNDO COMO UM GRANDE CONQUISTADOR E QUE ELE É O PRÓPRIO DEUS.

A Legitimidade do Ministério de Jesus
Marcos 1:2-11

Após o primeiro verso do Evangelho apresentar uma síntese do que o livro se propõe a tratar e do que realmente é relevante se conhecer a respeito do ministério de Jesus, nestes versos veremos que as Escrituras, o Precursor e a Trindade legitimam tudo que Jesus é e viria a realizar. Por legitimar quero me referir à legalidade ou a qualidade ou estado de legítimo. Vejamos então cada um destes tópicos:

As Escrituras - 1:2,3
Como estudamos anteriormente o Evangelho de Marcos não faz uso do Antigo Testamento como o de Mateus, pois cada um deles tem um destinatário com características próprias.
Mateus – Escrito para os Judeus, logo o uso do Antigo Testamento é visto por todo o Evangelho. Era necessário que se comprovasse através das Escrituras que Jesus era da linhagem de Davi e que nele havia se cumprido todas as profecias referentes à vinda do Messias. Vejamos alguns textos que nos comprovam este perfil do Evangelho.
• Mat.1:1-17
• Mat.1:22,33
• Mat.2:5,6
• Mat.2:15
• Mat.2:17
• Mat.2:23
Marcos – Escrito para os romanos, logo a apresentação de Jesus como o Grande Conquistador traz uma identificação imediata para aqueles que no momento exerciam a grande liderança mundial. Apesar disto, neste momento inicial do livro o autor faz referência a duas profecias, de Isaías e de Malaquias, vejamos:
“Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho; voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas;” Mc 1:2,3
Compare esse verso com os seguintes textos: Malaquias 3:1 e Isaías 40:3
Deus já desde o início utiliza diversos profetas para anunciar a vinda daquele que esmagaria a cabeça da serpente (Gen.3:15). Neste texto de Marcos ele faz referência a Isaías, um dos mais conhecidos, mas esta profecia a respeito daquele que viria preparar o caminho é profetizado também por Malaquias.
Com isso podemos dizer que Jesus é visto em toda a Bíblia e não somente nos Evangelhos, para que o conheçamos de maneira mais completa é necessário o conhecimento de toda a Palavra, pois ela Legitima o Ministério de Jesus.
“Aonde Jesus chegava, o Antigo Testamento vinha com Ele, pois quem não conhece o Antigo Testamento não pode conhecer a Jesus completamente.” Adolf Pohl

O Precursor – 1:4-6
João Batista, primo de Jesus, é aquele de quem as Escrituras diziam que viria para preparar o caminho para a vinda do Messias. Ele é uma figura sem dúvida alguma importante e ao mesmo tempo tremendamente misteriosa. Imagine um homem que após 400 anos de silêncio, pois não se ouvia mais a voz de Deus no meio do seu povo, se levanta com as seguintes características de vida e ministério:
Suas reuniões eram no deserto – Lugar impróprio para se iniciar um ministério, pois o calor do dia e o frio da noite seriam incômodos constantes para se reunir e ajuntar pessoas dispostas a ouvir suas palavras. Além do mais no deserto há a ausência de água, o que também é um grande problema, pois ele batizava.
Seu discurso – Dê uma olhada em suas palavras que você verá que elas eram extremamente confrontativas e desafiadoras, palavras como “Raça de víboras!”, “Arrependam-se!”, eram constantemente utilizadas em suas mensagens. Certamente que ele não usava das técnicas que hoje são tão comuns em nossos púlpitos para massagear o ego de uma pessoa. O Pr David Wilkerson fazendo um comentário sobre a “unção do riso” durante uma de suas mensagens, ele dizia assim: “como posso eu deixar de pregar a Palavra de Deus e ficar rindo incontrolavelmente diante de minha igreja, se existe uma grande quantidade de pessoas em minha nação e em minha cidade se perdendo no homossexualismo e muitos casais tendo experiências extra-conjugais. O que um pregador sensível a voz de Deus deve fazer é chorar, chorar e clamar por um avivamento!”. Sugiro que o irmão busque no youtube o vídeo da mensagem deste pastor com o tema “Um Chamado a Angústia”. O que temos visto a todo o momento são palavras do tipo “Você é um abençoado!”, “Você é cabeça e não calda!”, “Decreta!”, “Ordena!”, “Deus tem uma grande obra na sua vida!”, “Deus vai te levar a nações!”. Esse não era o discurso de João Batista, ele confrontava o povo com a sua real situação e apresentava a resposta de Deus a um homem moribundo....”Arrependam-se!”.
Suas vestes e alimentação – Vestia-se de pele de camelo e sua alimentação era simples, mas pura. Digo isto porque ele comia gafanhotos, comida simples mas considerada pura por Deus (Lev.11:22). Isso era um discurso poderoso contra toda a religiosidade judaica, que se cercava dos privilégios que os romanos haviam dado a eles em troca do apoio político.
Em nosso dias vemos situação semelhante, onde pastores e líderes extremamente interessados na busca de uma aparência de sucesso, fazem da roupa e dos bens materiais um indicativo de sucesso no ministério.
Querido irmão, não busque em seus líderes e nem nas pessoas virtudes que possam ser compradas com um cartão de crédito, os valores de Deus são eternos, preciosos e não podem ser comprados.
João Batista era e é um discurso de simplicidade e pureza para todos aqueles que ostentam uma aparência de religiosidade quando na verdade são como sepulcros caiados (um caixão pintado por fora e contendo dentro dele carne podre, morta e sem vida).

Qual sua finalidade
Na antiguidade antes de um rei visitar qualquer parte de seu reino, um mensageiro era enviado para preparar o caminho. Isso quer dizer que ele reparava defeitos na estrada, prepara o povo com o anúncio da chegada do rei e possuía em si virtudes que refletissem quem estava por vir. Da mesma forma João Batista vem aterrar vales, nivelar montes, endireitar caminhos tortos e escabrosos (Is.40:3). Além disso, anuncia a chegada do verdadeiro Rei e apresenta em si virtudes daquele que estava por vir. A vida de João Batista é tão importante que Jesus chega a afirmar que homem nascido de mulher, ninguém é igual a ele (Mat.11:11). Vejamos quais são as virtudes na vida de João que fizeram ele receber esta referência de Jesus, pois essas virtudes também diz respeito a nós seus filhos.
Seu ministério aponta para Jesus – Tudo que ele fez se resume no texto de João 1:29, quando ele aponta para o Mestre e diz: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Toda a vida do crente deve estar resumida nisso: apontar para Jesus como aquele que pode salvar o homem do seu pecado. Ele não aponta para sua denominação, para sua igreja ou para seu ministério ou para si mesmo, ele aponta para o Cordeiro de Deus!
Compromisso com a verdade – Ainda que tenha lhe custado à própria cabeça, ele permaneceu denunciando o pecado e fiel aos ensinamentos de Deus (Mc.6:18-20). Não podemos por qualquer motivo que seja, negociar os valores eternos de Deus.
Homem com vida justa e santa (Mc.6:20) – Isso trazia toda credibilidade as suas mensagens, pois aqueles a quem ele pregava e denunciava o pecado, não encontravam nele algo em que o pudessem acusar. Não quer dizer que João não pecava, mas não existia nele dolo, intenção ou mau caráter. Alguém certa vez disse a respeito de um homem que não vivia o que pregava o seguinte:
“O que você faz fala tão alto, que não consigo ouvir a sua voz”
As pessoas olhavam a vida de João Batista, ouviam suas mensagens e diziam:
O REI ESTÁ CHEGANDO!


O Pai – 1:9-11
As três pessoas estão presentes aqui neste verso, vemos o Filho de Deus (Jesus), o Espírito Santo (na forma de pomba) e Deus que diz: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo.” Algumas questões são importantes observar:
• A Natureza divina de Jesus novamente é revelada no seu batismo, Ele é chamado de Filho de Deus.
• Jesus é o amado de Deus – Essa união perfeita de amor é um atributo da Trindade (união perfeita, santa e amorosa).
• Deus tem prazer na vida do seu Filho – “Em ti me comprazo”
“A grande mensagem de Marcos é mostrar a estupenda verdade de que o Filho de Deus entrou no mundo como servo e veio para dar sua vida pelos pecadores. Jesus nasce pobre, num ,lar pobre, de uma mãe pobre, numa cidade pobre, para identificar-se com os pobres. O pai declara o seu amor pelo Filho, autenticando o seu ministério. A palavra “amado” não somente declara afeição, mas também traz a idéia de singularidade. “O Pai ama o Filho, e todas as cousas tem confiado às suas mãos” Jo.3:35. A voz do céu proclama o inefável amor que existe entre o Pai e o Filho. A voz do céu aponta a completa aprovação do Pai à missão de Cristo como mediador e substituto.”
Rev Hernandes D Lopes
O Ministério de Jesus é legitimado pelas Escrituras, pelo precursor (mensageiro) e pela Trindade (na declaração do Pai). As perguntas que temos que nos fazer são a seguinte:
• O que eu tenho apresentado as pessoas a respeito das Escrituras legitima a mensagem de transformação e salvação em Jesus da maneira como precisa ser feito?
• É a Bíblia que eu tenho aberto e pregado para levar outros a ter uma experiência transformadora com o Senhor?
• Minha vida tem sido como a daqueles mensageiros que preparavam o terreno e anunciavam a vinda do Rei?
• A vida que tenho levado tem sido um reflexo do meu Rei?
• A referência que Jesus faz a respeito de João Batista é lindíssima (Mat.11:11), mas o que Jesus diria a respeito de nós?
• Jesus na oração sacerdotal faz um pedido ao Pai (Jo.17:21), de que forma eu tenho contribuído para que essa perfeita união do Pai com o Filho também seja vista em minha relação com os membros de minha igreja.
Que Deus nos abençoe com a sua graça para que possamos através de nossa vida legitimar o Ministério de Jesus no mundo.

Pr Fulvio Santos

A JESUS CRISTO SEJA TODA HONRA E GLÓRIA

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Vergonha de Jesus?
 Mary Schultze


Pergunte à maioria dos cristãos: “Você tem vergonha de Jesus?” Mais que depressa você ouvirá esta resposta: ”Claro que não! Ele é o meu Senhor e Salvador!”.
A ousadia de proclamar Jesus Cristo é vista, com abundância, em programas de rádio e TV, em camisetas, adesivos de carros, identificando claramente o usuário como um seguidor de Jesus.
Todo domingo, milhões de pessoas lotam as igrejas evangélicas, a fim de exaltar o nome de Jesus. Existem mais adesivos - com um peixe - nos carros, do que peixes no Oceano Atlântico.
A música gospel ressoa, estridentemente, de amor por Jesus, chegando mesmo a receber o reconhecimento da indústria da música popular.
Milhões de cristãos têm lotado os cinemas, para ver filmes do tipo “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson.
Jesus é recebido nas telas, exaltado nos adesivos e nas passeatas anuais do tipo “Marcha para Jesus”.
Agora, vejamos, cuidadosamente, o que Jesus falou em Marcos 8:38: “Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos”.
Ora, nós não temos problemas algum com Jesus. O problema é com as Suas palavras. Estas é que formam o “nó górdio”.
Paulo escreveu na 2 Timóteo 1:8: “Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso SENHOR, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus...”
O testemunho de Jesus é o que causa essas “aflições”. João foi banido para a Ilha de Patmos, exatamente “por causa da palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo”. Também lemos em Apocalipse 12:17: “E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo”.
O que a Bíblia quer dizer com “testemunho de Jesus Cristo?” O que Jesus especificou em João 7:7: “O mundo não vos pode odiar, mas ele me odeia a mim, porquanto dele testifico que as suas obras são más”.
Jesus foi odiado porque testemunhou contra o pecado do mundo e mostrou a realidade do inferno que aguarda os ímpios e a realidade do céu, para quem O conhece e confia em Sua obra redentora. Ele previu os pregadores que iriam se envergonhar de Suas palavras, entregando, nas igrejas, um evangelho diluído, a fim de agradar aos homens.
Na 2 Timóteo 2:15, lemos: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”.
A maioria dos pregadores e dos membros da igreja folheiam a Bíblia, procurando algo que lhes interesse, sem atentar ao contexto da passagem. Eles jogam suas “pérolas” no ar, quando estão entre irmãos, porém não gostam de testemunhar aos incrédulos, temendo ser taxados de “fanáticos”. Estes têm vergonha das palavras de Jesus e, portanto, do próprio Senhor.
Uma pesquisa mostrou o seguinte: Um pastor saiu pelas ruas de Nova Iorque pedindo que as pessoas citassem os Dez Mandamentos. Ninguém conseguiu fazê-lo. Então, ele pediu que citassem 10 marcas de cerveja e a maioria conseguiu fazê-lo, rapidamente.
A maioria dos leigos diz que não sabe como pregar o Evangelho. Ora, ninguém pode falar de um assunto que não conhece perfeitamente. Lemos em Provérbios 16:23: “O coração do sábio instrui a sua boca, e aumenta o ensino dos seus lábios”. Quem não lê e medita na Palavra de Deus deixa de ser sábio e, portanto, não consegue transmitir a mesma.
Nossa obrigação é salvar e edificar almas e quando falhamos, estamos cometendo um pecado de omissão. Um dos mandamentos de Jesus está em Mateus 28:19-20: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”.
Vamos continuar usando as camisetas com versos bíblicos, indo à igreja aos domingos e vivendo honestamente. Mas, quanto mais um cristão lê e conhece a Palavra de Deus, mais tem a chance de receber do Espírito Santo (o Autor do Livro) a capacidade de testemunhar as palavras de Jesus, a fim de “arrebatar alguns do fogo” (Judas 23).

Fonte: Mary Schultze

ESTUDOS BETESDA / I CORÍNTIOS / PARTE 6

A Disciplina na Igreja?

I Coríntios 5
A Questão:

A Igreja de Corinto se supera, chegando ao ponto de cometer pecados que nem aqueles que não haviam crido em Jesus eram capazes de cometer e o pior é que a cegueira deles era tanta que chegam a se orgulhar desse pecado. Tudo feito com a justificativa da liberdade cristã! Mas até onde vai a nossa liberdade como crente?

O que Paulo diz?

O Escândalo Sexual (5:1–13)
Na Igreja havia um jovem que estava tendo relações sexuais com a sua madrasta (mulher de seu próprio pai). Essa mulher não era sua mãe e muito provavelmente não era um membro da igreja, pois somente ele é disciplinado por Paulo. Pior ainda é o fato de a igreja estar ensoberbecida (orgulhosa / soberba) com essas práticas, mostrando uma total falta de discernimento. Eles cometem quatro erros em relação ao pecado, são eles:

1. Concessão (permitir / consentir) ao pecado (5:1)
Permitem que esse tipo de prática circule livremente, e sem qualquer tipo de confronto com a verdade, no meio de seu povo. O jovem fazia coisas que nem mesmo no mundo era visto, e isso era tido pela igreja como orgulho. A igreja perde sua importância quando os seus padrões éticos e morais fogem aos valores de Deus. Em nome do “não tem nada a ver” muitas coisas são permitidas dentro de nossas igrejas e isso é fazer concessão ao pecado, é ferir a santidade de Deus e é um escândalo para o nosso testemunho ao mundo. Algum ano atrás circulou na imprensa a informação que a “bancada evangélica” estava envolvida em um desvio de verba pública durante a compra de ambulâncias. Um de nossos pastores escreveu uma carta a um jornal questionando o por que o jornal relacionou somente a religião dos evangélicos envolvidos e não a religião de todos os envolvidos, a resposta do jornalista nos serve de advertência, ele disse: “Nós não esperamos esse tipo de atitude de um evangélico!”. Portanto fazer concessão/permitir/abrigar o pecado em nosso meio é servir de escândalo para o nosso testemunho ao mundo.

2. Não lamentar o pecado (5:2)
A palavra lamentar (penthein) significa o choro amargo de um funeral. Você já cantou um desses cânticos?
“O tempo de cantar chegou!”; “O tempo de pular chegou!”; “Esse é um tempo de festa!”.
Eu também já cantei! Não há nenhum problema em se cantá-los, mas precisamos antes aprender a lamentar o nosso pecado e o pecado de nosso povo. Não podemos ser insensíveis ao estado moral e espiritual de nossa cidade e nossa nação! Antes de tudo, aprender a lamentar nossos próprios pecados! Feliz é o crente que antes de cantar e pular passou pelo momento do quebrantamento, onde o Senhor trata de nossos pecados. Antes de Pedro viver o Pentecostes ele precisou chorar amargamente (Lc.22:61,62 / Atos 2). Paulo antes de se tornar o grande apóstolo e missionário, precisou ficar cego durante três dias para que olhasse muito bem para dentro de si! (Atos 9)
O nosso problema é que geralmente estamos dispostos, muito dispostos a “lamentar” o pecado dos outros e muito pouco dispostos a lamentar o nosso próprio pecado. Trata-se de uma atitude de hipocrisia tentar tirar o cisco do olho do irmão, quando temos uma trave no nosso (Mateus 7:1-5).

3. Orgulhoso do pecado (v.5:2,6)
Em nome da liberdade tudo é permitido! Essa era a forma de pensar de corinto que hoje é vista se espalhando para dentro de nossas igrejas. O crente quer viver a sua vida sem ser incomodado ou confrontado com o erro. Se o pastor ou o líder diz que ele está errado, rapidamente procura um lugar que o aceite como ele é. Muitos se orgulham dessa falsa liberdade, que na verdade é libertinagem e descompromisso com os valores de Cristo.

4. Não disciplinar a igreja (v.2)
“Sempre que a igreja tem uma visão equivocada do pecado, ela falha na aplicação da disciplina.” Rev.Hernandes Dias Lopes
A Bíblia conta a história de pais que não exerceram a disciplina em seus filhos e isso foi a causa da desgraça deles, vejamos:
• I Samuel 2:30 / 3:13,14 – Eli e toda a sua família sofre, porque seus filhos estavam pecando e seu pai não lhes disciplinava.
• I Reis 1:5,6 – Adonias tenta dar um golpe de Estado em seu pai, e o motivo era que Davi nunca o contrariou.

Um amigo me contou certa vez que ele havia chamado para conversar o baterista da igreja, um jovem que estava aprontando todas e que o pastor nunca o havia chamado para conversar. Após longa conversa o jovem disse ao meu amigo: “Muito obrigado por vir falar comigo, mas sabe o que me incomoda no meu pastor? Ele nunca me questionou sobre nada!”
Entenda, todos são importantes dentro de nossa igreja! Mas a igreja não pode ser refém de ninguém que viva em pecado e não queira se arrepender e nem ser disciplinado. Paulo diz que eles precisam separar o fermento, pois pode contaminar toda a massa. Assim também a igreja, se não tomarmos cuidado podemos permitir que o pecado se espalhe e torne-se algo normal e motivo de orgulho. Varrer todo fermento!!
Quando falamos em disciplina temos que tomar cuidado com os extremos, não podemos aceitar tudo e nem acabar/humilhar aquele que esteja em pecado. Também temos que tomar cuidado para não confundirmos gosto pessoal / usos e costumes, com valores bíblicos. Em nome de práticas que não estão na bíblia, muitas pessoas já foram feridas em nossas igrejas, vejamos um exemplo que o Pr Ricardo Gondim conta em seu livro “É Proibido” a respeito de um pastor que tinha um ministério reconhecido e tomava conta de várias igrejas.
“Certo dia recebeu em sua casa vários obreiros para uma reunião de liderança. Enquanto conversava animadamente com os líderes, sua esposa chegou e interrompeu , sussurrando em seu ouvido algumas palavras: “A nossa filha cortou o cabelo”. O pastor, imediatamente, deixou os obreiros na sala, dirigiu-se ao quarto da filha tomando por fúria. Sua filha, de dezoito anos havia tosado as pontas do cabelo. O pastor, irado, e sem qualquer controle emocional, vociferou para a filha assustada: “O que é que você quer fazer comigo, menina? Você quer destruir meu ministério?” Bruscamente arrancou o cinto da calça e começou a bater na filha descontroladamente, deixando vergões ensangüentados no corpo dela. Após castigá-la com os açoites, olhou para ela e disse: “Enquanto você estiver debaixo do meu teto, eu não tolero tamanho insulto e tão grave pecado”. Depois dessa vergonhosa cena, deixou a filha machucada no quarto e voltou para a reunião para tratar dos assuntos da igreja. Quinze minutos mais tarde sua esposa voltou, novamente, agora, desesperada para lhe dar outro notícia. A moça de dezoito anos havia jogado álcool em si mesma e incendiado o próprio corpo. Para espanto do pastor, meia hora depois, sua filha estava morrendo em um pronto-socorro de um hospital. Esse é o tipo de disciplina que não tem base na bíblica. Muitas vezes, se aplica uma disciplina rigorosa, sem amor, condenando uma prática que não passa de usos e costumes.”

Admoestar/disciplinar significa estar ao lado para ensinar e ajudar, portanto essa é a forma de disciplina que Deus exerce em nós e precisamos aprender a agirmos da mesma forma com aquele que está em pecado. Confrontar com o pecado e agir com amor para restaurar o irmão, precisamos tomar cuidado para não matarmos ao invés de restaurarmos. Somos Betesda, uma Casa de Misericórdia (sentir com o coração de Deus).
A disciplina aplicada por Paulo quanto ao pecado em questão (incesto) consegue atingir ao seu objetivo, a restauração do jovem. Em II Coríntios 2:6-8 vemos que o jovem é perdoado pela igreja e por Paulo. Precisamos entender o valor da disciplina e como melhor exercê-la dentro de nossas igrejas, para que o testemunho da igreja não fique comprometido e para que aquele que cometeu o pecado seja restaurado.

Princípios Bíblicos
• Mateus 18:15-20;
• Provérbios 9:8.

Perguntas
• Qual era o problema da Igreja de Corinto?
• Quais foram os erros cometidos pela igreja?
• O que Paulo orienta?
• Você sabe a diferença entre doutrina e usos e costumes?
• Entendeu o que significa disciplinar e sua importância?

Apologia

“...estou com vocês em espírito...” 5:4
Rebeca Brown em seu livro “Ele veio para libertar os cativas” utiliza esse verso para justificar uma de suas experiências relatadas. Ela afirma que é possível enviar o seu espírito para outros lugares e que Paulo estava dizendo exatamente isso.
Duas coisas são importantes observar:
1) O contexto do capítulo e do livro não apresenta em momento algum qualquer possibilidade de Paulo estar querendo dizer algo como ensinado no livro acima citado.
2) Não se pode formular uma doutrina sem que outros textos referendem o suposto princípio. Ou seja seria necessário outros textos bíblicos que ensinassem ou abordassem esse pensamento.

Cuidado com o que você tem lido, o livro citado é campeão de vendas e muitos crentes tem trocado a leitura da Bíblia para ler livros que “estão na moda”.

Pr Fulvio Santos

A JESUS CRISTO SEJA TODA HONRA E GLÓRIA

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

ANIVERSÁRIO DO PR FLÁVIO SÁ




Orar até orar de verdade é o desafio do cristão

( A. W. Tozer)

O Dr. Moody Stuart, um homem de oração, certa vez estabeleceu regras que o guiassem em suas orações. Entre essas regras, havia a seguinte: `Ore até orar de verdade´. A diferença entre orar até o momento em que você pára de orar, e orar até você realmente orar é ilustrada pelo evangelista americano John Wesley Lee. Ele sempre comparava um período de oração com um culto na igreja, e insistia que muitos de nós terminamos a reunião antes do culto ter terminado. Ele confessou que certa vez saiu cedo demais de uma reunião de oração e foi indo por uma rua para cuidar de alguns negócios urgentes. Ele não tinha caminhado muito quando uma voz em seu interior o repreendeu. `Filho,´ - a voz parecia perguntar - `você pronunciou a bênção quando a reunião não havia ainda terminado?´ Ele caiu em si e imediatamente voltou correndo ao lugar da reunião de oração, onde permaneceu até que toda a carga que sentia saiu e a bênção sobre si desceu.
O hábito de interromper nossas orações antes de termos realmente orado é algo tão comum quanto infeliz. Com freqüência os últimos dez minutos podem significar mais para nós do que a primeira meia hora, porque temos que gastar um bom tempo até atingirmos a verdadeira condição para uma oração efetiva. Pode ser que tenhamos que lutar com os nossos pensamentos de forma a retirá-los das muitas distrações que resultam do fato de habitarmos num mundo todo em desordem.
Aqui, assim como em todas as demais questões espirituais, temos que ter certeza de que estamos distinguindo o ideal do real. O ideal seria vivermos a cada momento num estado de perfeita união com Deus de forma que nenhum preparo fosse necessário. Mas na verdade são poucos os que honestamente podem dizer que é isso o que acontece em sua vida. Para sermos francos, a maioria de nós tem de admitir que com freqüência enfrentamos uma luta antes de ter condições de escapar de uma alienação emocional e de um senso de irrealidade que às vezes prevalecem em nós.
Não importando o que um idealismo sonhador possa dizer, somos forçados a encarar as coisas no nível da realidade prática. Se quando vamos orar o nosso coração sente-se endurecido e não espiritual, não deveríamos convencer-nos do contrário. Antes, devemos admitir a situação com franqueza, e então orar até o fim. Alguns cristãos chegam a sorrir diante da expressão `orar até o fim´, mas isso ou algo parecido com isso, é encontrado nos escritos de quase todos os grandes santos de oração, dos dias de Daniel até hoje.´
Não podemos parar de orar antes de termos orado de verdade.

Extraído do livro: "Este mundo: lugar de lazer ou campo de batalha"
A. W. Tozer - Danprewan Editora





Onde Estão Os Homens ? - Paul Washer

RENOVAÇÃO DE VOTOS